
Os dados dos programas de investigação e desenvolvimento da Gilead nas áreas da esteato-hepatite não-alcoólica (EHNA), colangite esclerosante primária (PSC) e hepatite vírica foram apresentados no International Liver Congress™ 2019, em Viena, Áustria. Estes dados refletem o foco e o compromisso contínuo da Gilead com o avanço da investigação sobre doenças hepáticas e para com cuidados prestados ao doente no âmbito das doenças hepáticas.
“Há já 20 anos que a Gilead concentra esforços na investigação científica no tratamento das doenças hepáticas, contribuindo com medicamentos e programas inovadores que possibilitam o acesso às pessoas em todo o mundo", referiu John McHutchison, AO, MD, Chief Scientific Officer, Head of Research and Development, Gilead Sciences. "Este ano, no International Liver Congress, estamos orgulhosos de partilhar novos dados de estudos que visam melhorar a nossa compreensão sobre as doenças hepáticas agressivas que permitem taxas mais alargadas de diagnóstico de EHNA e que visam a descoberta de novas terapêuticas para doentes com necessidades médicas não satisfeitas, na EHNA e nas hepatites virais".
Fibrose avançada devido a EHNA
Os doentes com fibrose avançada devido a EHNA, definida como fibrose em ponte (F3) ou cirrose (F4), apresentam um risco significativamente mais elevado de mortalidade relacionada com o fígado.[1]
Os dados apresentados no congresso evidenciam a potencial utilidade dos compostos experimentais em desenvolvimento para satisfazer essa importante necessidade médica.
· Uma combinação do inibidor ACC GS-0976 e do agonista não-esteróide do FXR GS-9674 melhora a esteatose hepática e a rigidez hepática nos doentes com EHNA: estudo que constitui uma prova de conceito
· A adição de fenofibrato a um inibidor da acetil CoA carboxilase, dirigida ao fígado, reverte o aumento dos níveis de triglicerídeos (TG) no plasma e tem um impacto positivo sobre a eficácia
Também foram apresentados dados reportados pelos doentes incluídos no programa de desenvolvimento contínuo da Gilead. Posters apresentados:
· Quais são os indicadores de comprometimento dos resultados reportados pelos doentes na esteato-hepatite não-alcoólica?
· Os doentes com EHNA apresentam um comprometimento grave da qualidade de vida relacionada com a saúde
· A presença de diabetes tipo 2 está independentemente associada a um comprometimento dos resultados reportados pelos doentes com EHNA
Cilofexor (GS-9674), firsocostat (GS-0976) e selonsertib são compostos experimentais, ainda não aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), ou por qualquer outra autoridade reguladora. A sua eficácia e segurança não foram estabelecidas.
Tratamento e cura da hepatite vírica
A Gilead está empenhada em melhorar os cuidados prestados às pessoas que vivem com infeção pelo vírus da hepatite B (VHB) crónica e em proporcionar uma potencial cura a todos os doentes infetados pelo vírus da hepatite C crónica (VHC).
Finalmente, como parte do programa de cura do VHB da Gilead, foram apresentadas as mais recentes descobertas sobre o papel potencial do GS-9688, uma molécula em fase experimental.
GS-9688 é um composto experimental, que não está aprovado pela FDA, pela EMA ou por qualquer outra autoridade reguladora. Não foi estabelecida a respetiva segurança e eficácia.
Para mais informações, incluindo a lista completa dos títulos dos abstracts da reunião, visite o site: [https://ilc-congress.eu/programme-highlights/].
ZINC: 000/PT/19-04/PR/1361
Bibliografia
[1] Hagström H, et al. Fibrosis stage but not NASH predicts mortality and time to development of severe liver disease in biopsy-proven NAFLD. J Hepatol 2017;67:1265–73.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM O RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO▼Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver RCM completo.NOME DO MEDICAMENTO E FORMA FARMACÊUTICA: Epclusa 400 mg/100 mg comprimidos revestidos por película. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Cada comprimido revestido por película contém 400 mg de sofosbuvir e 100 mg de velpatasvir. Consultar o RCM para informação sobre excipientes. Indicações terapêuticas: Tratamento da infeção crónica pelo vírus da hepatite C (VHC) em adultos. Posologia e modo de administração: Um comprimido, tomado por via oral, uma vez por dia, com ou sem alimentos. Tratamento recomendado e duração para todos os genótipos do VHC: Doentes sem cirrose e doentes com cirrose compensada: Epclusa durante 12 semanas. Poderá considerar-se a adição de ribavirina em doentes infetados com genótipo 3 com cirrose compensada. Doentes com cirrose descompensada: Epclusa + RBVdurante 12 semanas. Quando utilizado em associação com ribavirina consultar o respetivo RCM. Doentes que não responderam previamente ao tratamento com um regime contendo um inibidor da NS5A: Pode ser considerado o tratamento com Epclusa + RBV durante 24 semanas. Idosos: Não se justifica ajuste posológico em doentes idosos. Compromisso renal: Não é necessário um ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado. A segurança e eficácia de Epclusa não foram avaliadas em doentes com compromisso renal grave ou com doença renal terminal necessitando de hemodiálise. Compromisso hepático: Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso hepático ligeiro, moderado ou grave, contudo a segurança e eficácia de Epclusa foram avaliadas em doentes com cirrose de Classe B de CPT, mas não foram avaliadas em doentes com cirrose de Classe C de CPT. População pediátrica: A segurança e eficácia de Epclusa em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade não foram ainda estabelecidas. Modo de administração: Via oral. O comprimido deve engolido inteiro com ou sem alimentos. Não deve ser mastigado ou esmagado. Contraindicações: Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer dos excipientes. A coadministração com indutores potentes da P-gp e do CYP (rifampicina, rifabutina, hipericão, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) irá diminuir significativamente as concentrações plasmáticas de sofosbuvir ou velpatasvir podendo resultar na perda de eficácia de Epclusa. Advertências e precauções especiais de utilização: Não administrar concomitantemente com outros medicamentos contendo sofosbuvir. Bradicardia grave e bloqueio cardíaco: Têm sido observados casos de bradicardia grave e bloqueio cardíaco quando regimes contendo sofosbuvir são utilizados em associação com amiodarona, com ou sem outros medicamentos que diminuem a frequência cardíaca. O mecanismo não foi estabelecido. Os casos são potencialmente fatais. A amiodarona só deverá ser utilizada em doentes a tomarem Epclusa quando outros tratamentos antiarrítmicos alternativos não são tolerados ou são contraindicados. Neste caso os doentes devem ser atentamente monitorizados quando iniciarem a toma de Epclusa. Doentes de alto risco de bradiarritmia devem ser continuamente monitorizados durante 48 horas em contexto clínico. Devido à longa semivida da amiodarona, doentes que suspenderam a sua toma nos últimos meses e que irão iniciar a toma de Epclusa, devem ser monitorizados. Doentes que não responderam previamente ao tratamento com um regime contendo um inibidor da NS5A: Consultar o RCM para mais informações. Compromisso renal: Não é necessário um ajuste posológico de Epclusa em doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado. Utilização com indutores moderados da P-gp ou do CYP: A coadministração destes medicamentos com Epclusa não é recomendada. Utilização com certos regimes antirretrovirais contra o VIH: Os doentes medicados com Epclusa concomitantemente com elvitegravir/cobicistate/emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato ou com tenofovir disoproxil fumarato e um inibidor da protease do VIH potenciado devem ser monitorizados para deteção de reações adversas associadas ao tenofovir. Utilização em doentes com diabetes: após o início do tratamento com antivírico de ação direta, os doentes com diabetes podem beneficiar de um melhor controlo da glucose, resultando potencialmente em hipoglicemia sintomática. Os níveis de glucose dos doentes com diabetes que tenham iniciado a terapêutica com antivírico de ação direta devem ser cuidadosamente monitorizados, em especial durante os 3 primeiros meses, e, quando necessário, a sua medicação para a diabetes deve ser alterada. O médico responsável pelo tratamento da diabetes deve ser informado sobre o início da terapêutica com antivírico de ação direta. Coinfeção por VHC/VHB: Foram notificados casos de reativação do vírus da hepatite B (VHB), alguns deles fatais, durante ou após o tratamento com medicamentos antivirais de ação direta. Antes do início do tratamento, deve ser efetuada a pesquisa do VHB em todos os doentes. Os doentes coinfetados por VHB/VHC estão em risco de reativação do VHB e, por conseguinte, devem ser monitorizados e controlados de acordo com as orientações clínicas atuais. Cirrose de Classe C de CPT: A segurança e eficácia de Epclusa não foram avaliadas em doentes com cirrose de Classe C. Doentes com transplante hepático: A segurança e eficácia de Epclusa no tratamento da infeção por VHC em doentes pós transplante hepático não foram avaliadas. O tratamento com Epclusa deve ser orientado por uma avaliação dos potenciais benefícios e riscos para o doente. Para informações mais detalhadas sobre Advertências e Precauções especiais de utilização consultar o RCM completo. Interações medicamentosas e outras formas de interação: Epclusa contém sofosbuvir e velpatasvir, quaisquer interações que tenham sido identificadas com cada uma destas substâncias ativas individualmente podem ocorrer com este medicamento. Potencial de Epclusa para afetar outros medicamentos: A coadministração de Epclusa com os medicamentos que são substratos dos transportadores de fármacos P-gp, BCRP e OATP pode aumentar a exposição a tais medicamentos, uma vez que o velpatasvir é um inibidor destes. Consultar o RCM para mais informações. Potencial de outros medicamentos para afetar Epclusa: Medicamentos que são indutores potentes da P‑gp ou indutores potentes do CYP2B6, CYP2C8 ou CYP3A4 (por ex., rifampicina, rifabutina, hipericão, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações plasmáticas de sofosbuvir ou velpatasvir, levando à redução do seu efeito terapêutico. A utilização destes medicamentos com Epclusa é contraindicada. Medicamentos que são indutores moderados da P-gp ou indutores moderados do CYP (p. ex., oxcarbazepina, modafinil ou efavirenz) podem diminuir a concentração plasmática do sofosbuvir ou velpatasvir, levando à redução do efeito terapêutico de Epclusa. A coadministração destes medicamentos com Epclusa não é recomendada. A coadministração com medicamentos que inibem a P-gp ou a BCRP pode aumentar as concentrações plasmáticas de sofosbuvir ou velpatasvir. Medicamentos que inibem o OATP, CYP2B6, CYP2C8 ou CYP3A4 podem aumentar a concentração plasmática de velpatasvir. Consultar o RCM para mais informações. Doentes tratados com antagonistas da vitamina k: é recomendada uma monitorização atenta dos valores da relação normalizada internacional (INR, International Normalised Ratio). Interações entre Epclusa e outros medicamentos: A listagem que se segue não é totalmente abrangente. Consultar RCM para mais informações. Antiácidos: hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio e carbonato de cálcio; Antagonistas dos recetores H2: famotidina, cimetidina, nizatidina e ranitidina; Inibidores da bomba de protões: omeprazol, lansoprazol, rabeprazol, pantoprazol e esomeprazol; Antiarrítmicos: amiodarona, digoxina; Anticoagulantes: etexilato de dabigatrano; Anticonvulsivantes: carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e oxcarbazepina; Antifúngicos: cetoconazol, itraconazol, voriconazol, posaconazol e isavuconazol; Antimicobacterianos: rifampicina, rifabutina, rifapentina; Antivíricos anti-VIH: inibidores da transcriptase reversa: tenofovir disoproxil fumarato, efavirenz/emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato/sofosbuvir/velpatasvir, emtricitabina/rilpivirina/tenofovir disoproxil fumarato/sofosbuvir/velpatasvir; Antivíricos anti-VIH: inibidores da protease do VIH: atazanavir potenciado com ritonavir + emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato/sofosbuvir/velpatasvir; darunavir potenciado com ritonavir + emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato/ sofosbuvir/velpatasvir; lopinavir potenciado com ritonavir + emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato/sofosbuvir/velpatasvir; Antivíricos anti-VIH: inibidores da integrase: raltegravir+emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato/sofosbuvir/velpatasvir; elvitegravir/cobicistate/emtricitabina/tenofovir alafenamida fumarato/sofosbuvir/velpatasvir; dolutegravir/sofosbuvir/velpatasvir; Suplementos à base de plantas: hipericão; Inibidores da HMG-CoA redutase: rosuvastatina, rosuvastatina/velpatasvir, pravastatina, pravastatina/velpatasvir, outras estatinas; Analgésicos narcóticos: metadona; Imunossupressores: ciclosporina; ciclosporina/velpatasvir; tacrolímus; Contracetivos orais: norgestimato/etinilestradiol/sofosbuvir, norgestimato/etinilestradiol/velpatasvir. Efeitos indesejáveis: Nos estudos clínicos, cefaleia, fadiga e náuseas foram as reações adversas decorrentes do tratamento de doentes com ou sem cirrose compensada mais frequentes (incidência ≥ 10%) notificadas em doentes tratados com 12 semanas de Epclusa. Estas e outras reações adversas foram notificadas com uma frequência semelhante em doentes tratados com placebo, comparativamente a doentes tratados com Epclusa. Os acontecimentos adversos observados em doentes com cirrose descompensada foram consistentes com os previstos como sequelas clínicas da doença hepática descompensada ou com o perfil de toxicidade conhecido da ribavirina para doentes tratados com Epclusa em associação com ribavirina, como por ex. diminuição da hemoglobina. Arritmias cardíacas: foram observados casos de bradicardia grave e bloqueio cardíaco quando regimes contendo sofosbuvir são utilizados em associação com amiodarona e/ou outros medicamentos que diminuem a frequência cardíaca. Síndrome de Stevens-Johnson. Para mais informação, consultar o RCM completo. Data de aprovação do texto do RCM: dezembro 2018
INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM O RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO▼Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver RCM completo.NOME DO MEDICAMENTO E FORMA FARMACÊUTICA: Harvoni 90 mg/400 mg comprimidos revestidos por película. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Cada comprimido revestido por película contém 90 mg de ledipasvir e 400 mg de sofosbuvir. Cada comprimido de 90 mg/400 mg contém 156,8 mg de lactose (na forma mono-hidratada) e 261 microgramas de laca de alumínio amarelo-sol FCF. INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS: Harvoni é indicado para o tratamento da hepatite C crónica (HCC) em adultos e em adolescentes com 12 a < 18 anos de idade. Para informação sobre a atividade específica para os genótipos do vírus da hepatite C (VHC) consultar o RCM completo. POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO: Adultos e adolescentes com 12 a < 18 anos: 1 comprimido, 1 vez por dia com ou sem alimentos. Doentes adultos e adolescente com idade igual ou superior a 12 anos com HCC de genótipo 1, 4, 5 ou genótipo 6: Doentes sem cirrose – Harvoni durante 12 semanas. Poderá considerar-se Harvoni durante 8 semanas em doentes infetados com o genótipo 1, não tratados anteriormente. Doentes com cirrose compensada – Harvoni + RBV* durante 12 semanas ou Harvoni (sem RBV) durante 24 semanas. Poderá considerar-se Harvoni (sem RBV) durante 12 semanas em doentes considerados em baixo risco de progressão clínica da doença e que têm opções subsequentes de repetição do tratamento. Doentes pós-transplante hepático sem cirrose ou com cirrose compensada – Harvoni + RBV* durante 12 semanas. Poderá considerar-se Harvoni (sem RBV) durante 12 semanas (em doentes sem cirrose) ou 24 semanas (em doentes com cirrose) em doentes que não são elegíveis ou que são intolerantes à RBV. Doentes com cirrose descompensada, independentemente da relação com o transplante – Harvoni + RBV** durante 12 semanas. Poderá considerar-se Harvoni (sem RBV) durante 24 semanas em doentes que não são elegíveis ou que são intolerantes à ribavirina. Doentes adultos e adolescente com idade igual ou superior a 12 anos com HCC de genótipo 3: Doentes com cirrose compensada e/ou que não responderam a tratamento anterior – Harvoni + RBV* durante 24 semanas. Quando a ribavirina é adicionada a Harvoni, consulte também o RCM da ribavirina. * Adultos: ribavirina baseada no peso (< 75 kg = 1.000 mg e ≥ 75 kg = 1.200 mg), administrada por via oral em duas doses repartidas, com alimentos. Adolescentes com 12 a < 18 anos: a administração da ribavirina deve ser repartida em duas doses diárias admininstradas oralmente com alimentos e com base no peso corporal. <47 kg: 15 mg/kg/dia; 47-49 kg: 600 mg/dia; 50-65 kg: 800 mg/dia; 66-74 kg: 1000 mg/dia; > ou = 75 kg: 1200 mg/dia. ** Orientações para a posologia de ribavirina ao administrar com Harvoni em doentes com cirrose descompensada: Cirrose pré-transplante Classe B de Child-Pugh-Turcotte (CPT) - 1.000 mg por dia em doentes com peso < 75 kg e 1.200 mg para doentes com peso ≥ 75 kg. Cirrose pré-transplante Classe C de CPT - Dose inicial de 600 mg, que pode ser titulada até um máximo de 1.000/1.200 mg (1.000 mg para doentes com peso < 75 kg e 1.200 mg para doentes com peso ≥ 75 kg), se for bem tolerada. Cirrose pós-transplante Classe B ou C de CPT - Se a dose inicial não for bem tolerada, a mesma deve ser reduzida conforme clinicamente indicado com base nos níveis de hemoglobina. Se Harvoni for utilizado em associação com ribavirina e um doente tiver uma reação adversa grave potencialmente relacionada com a ribavirina, a dose de ribavirina deve ser modificada ou descontinuada, se apropriado. Consultar o RCM para mais informação. Estes esquemas posológicos incluem doentes coinfetados pelo VIH. População pediátrica com idade <12 anos: a segurança e a eficácia de Harvoni em doentes pediátricos com idade < 12 anos não foram estabelecidas. Não existem disponíveis dados sobre doentes pediátricos com idade < 12 anos. Idosos: Não se justificam ajustes posológicos nestes doentes. Compromisso renal: Não são necessários ajustes posológicos em doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado. Estão disponíveis dados de segurança muito limitados de ledipasvir/sofosbuvir em doentes com compromisso renal grave (taxa de filtração glomerular estimada [TFGe] < 30 ml/min/1,73 m2). A segurança não foi avaliada em doentes com doença renal em fase terminal necessitando de diálise. O tratamento com ledipasvir/sofosbuvir deverá ser considerado em doentes com compromisso renal grave ou doença renal em fase terminal, apenas quando regimes alternativos recomendados para estes doentes, não puderem ser utilizados. Compromisso hepático: Não são necessários ajustes posológicos em doentes com compromisso hepático ligeiro, moderado ou grave (CPT classe A, B ou C). A segurança e eficácia de ledipasvir/sofosbuvir foram estabelecidas em doentes com cirrose descompensada. Modo de administração: Via oral. Harvoni não deve ser mastigado ou esmagado e pode ser tomado com ou sem alimentos. CONTRAINDICAÇÕES: Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes; coadministração com rosuvastatina; medicamentos que são indutores potentes da glicoproteína P (P gp) no intestino (rifampicina, rifabutina, hipericão, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína). A coadministração irá diminuir significativamente as concentrações plasmáticas de ledipasvir e de sofosbuvir podendo resultar na perda de eficácia de Harvoni. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO: Não administrar concomitantemente com outros medicamentos contendo sofosbuvir. Atividade específica para os genótipos: Os dados clínicos que apoiam a utilização em adultos infetados pelo VHC de genótipo 3 são limitados. Aconselha-se um tratamento conservador durante 24 semanas em todos os doentes com genótipo 3 anteriormente tratados e nos doentes com cirrose com genótipo 3 sem exposição anterior ao tratamento. Na infeção pelo genótipo 3, a utilização de Harvoni (sempre em combinação com ribavirina) só deve ser considerada para doentes que se crê apresentarem risco elevado de progressão clínica da doença e que não têm opções de tratamento alternativas. Os dados clínicos que apoiam a utilização em adultos infetados pelo VHC de genótipo 2 e 6 são limitados. A eficácia de ledipasvir/sofobusvir não foi estudada contra o VHC de genótipo 2, 5 e 6, portanto, Harvoni não deve ser utilizado em doentes infetados por estes genótipos. Bradicardia grave e bloqueio cardíaco: têm sido observados casos de bradicardia grave e bloqueio cardíaco quando Harvoni é utilizado com amiodarona, com ou sem outros medicamentos que diminuem a frequência cardíaca. O mecanismo não foi estabelecido. Os casos são potencialmente fatais. A amiodarona só deve ser utilizada em doentes a tomarem Harvoni quando outros tratamentos antiarrítmicos alternativos não são tolerados ou são contraindicados. Para mais informações consultar o RCM. Doentes com exposição anterior a antivíricos de ação direta contra o VHC: em doentes que não responderam ao tratamento com ledipasvir/sofosbuvir, observa se na maioria dos casos, mutações em NS5A que diminuem substancialmente a sensibilidade ao ledipasvir. Estes doentes podem depender de outras classes de fármacos para eliminação da infeção pelo VHC. Para mais informações consultar o RCM. Compromisso renal - quando Harvoni é utilizado em doentes com compromisso renal grave ou doença renal em fase terminal, é recomendada uma monitorização atenta da função renal. Adultos com cirrose descompensada e/ou em lista de espera para transplante hepático ou pós-transplante hepático - a eficácia do tratamento destes doentes infectados pelo VHC de genótipo 5 e 6 não foi investigada. O tratamento deve ser orientado com base numa avaliação benefício/risco. Utilização com indutores moderados da P-gp – podem diminuir a concentração plasmática do ledipasvir e do sofosbuvir. A coadministração destes medicamentos com Harvoni não é recomendada. Certos regimes antirretrovirais contra o VIH - os doentes medicados com Harvoni concomitantemente com elvitegravir/cobicistate/emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato ou com tenofovir disoproxil fumarato e um inibidor da protease do VIH potenciado devem ser monitorizados para deteção de reações adversas associadas ao tenofovir. Utilização com inibidores da HMG CoA redutase – possível aumento significativo das estatinas, aumentando risco de miopatia e rabdomiólise. Utilização em doentes com diabetes: após o início do tratamento com antivírico de ação direta, os doentes com diabetes podem beneficiar de um melhor controlo da glucose, resultando potencialmente em hipoglicemia sintomática. Os níveis de glucose dos doentes com diabetes que tenham iniciado a terapêutica com antivírico de ação direta devem ser cuidadosamente monitorizados, em especial durante os 3 primeiros meses, e, quando necessário, a sua medicação para a diabetes deve ser alterada. O médico responsável pelo tratamento da diabetes deve ser informado sobre o início da terapêutica com antivírico de ação direta. Coinfeção por VHC/VHB – Foram notificados casos de reativação do vírus da hepatite B (VHB), alguns deles fatais, durante ou após o tratamento com medicamentos antivirais de ação direta. Antes do início do tratamento, deve ser efetuada a pesquisa do VHB em todos os doentes. Os doentes coinfetados por VHC/VHB estão em risco de reativação do VHB e, por conseguinte, devem ser monitorizados e controlados de acordo com as orientações clínicas atuais. População pediátrica: a utilização de Harvoni não é recomendada em doentes pediátricos com <12 anos, porque a segurança e eficácia não foram estabelecidas nesta população. Harvoni contém o corante azoico laca de alumínio amarelo-sol FCF (E110), que pode causar reações alérgicas. Também contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp, ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO: Potencial de Harvoni para afetar outros medicamentos: ledipasvir é um inibidor in vitro do transportador de fármacos P-gp e da proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP, breast cancer resistance protein) e pode aumentar a absorção intestinal de substratos destes transportadores administrados concomitantemente. Potencial de outros medicamentos para afetar Harvoni: o ledipasvir e o sofosbuvir são substratos do transportador de fármacos P-gp e da BCRP, enquanto o GS 331007 não é. Os medicamentos que são indutores potentes da P-gp (rifampicina, rifabutina, hipericão, carbamazepina, fonobarbital e fenitoína) podem diminuir significativamente as concentrações plasmáticas de ledipasvir e de sofosbuvir, reduzindo o efeito terapêutico de ledipasvir/sofosbuvir, sendo por isso contraindicados com Harvoni. Os medicamentos que são indutores moderados da P-gp no intestino (p. ex., oxcarbazepina) podem diminuir as concentrações plasmáticas do ledipasvir e do sofosbuvir levando à redução do efeito terapêutico de Harvoni. A coadministração destes medicamentos com Harvoni não é recomendada A coadministração com medicamentos que inibem a P-gp e/ou a BCRP pode aumentar as concentrações plasmáticas de ledipasvir e sofosbuvir, sem aumentar a concentração plasmática do GS 331007; Harvoni pode ser coadministrado com inibidores da P-gp e/ou da BCRP. Não são de prever interações medicamentosas clinicamente significativas com ledipasvir/sofosbuvir mediadas pelas enzimas CYP450 ou UGT1A1. Doentes tratados com antagonistas da vitamina k: é recomendada uma monitorização atenta dos valores da relação normalizada internacional (INR, International Normalised Ratio). Interações entre Harvoni e outros medicamentos: Antiácidos, por ex. hidróxido de alumínio ou hidróxido de magnésio, carbonato de cálcio; Antagonistas dos receptores H2: famotidina, cimetidina, nizatidina, ranitidina; Inibidores da bomba de protões: omeprazol, lansoprazol, rabeprazol, pantoprazol, esomeprazol; Amiodarona, digoxina; Etexilato de dabigatrano; Carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, oxcarbazepina; Rifampicina, rifabutina, rifapentina; Midazolam; Simeprevir; Efavirenz/emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato, emtricitabina/rilpivirina/tenofovir disoproxil fumarato; Abacavir/lamivudina; Atazanavir com ritonavir + emtricitabina, darunavir com ritonavir + emtricitabina e tenofovir disoproxil fumarato, lopinavir com ritonavir + emtricitabina e tenofovir disoproxil fumarato, tipranavir com ritonavir; Raltegravir, elvitegravir/cobicistate/emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato, dolutegravir; Hipericão; Estatinas entre elas rosuvastatina e pravastatina; Metadona; Ciclosporina, tacrolímus; Norgestimato/etinilestradiol. Consultar o RCM para mais informações relativamente a interações medicamentosas e recomendação respeitante à coadministração. EFEITOS INDESEJÁVEIS: Muito frequentes - cefaleias e fadiga. Frequentes – erupção cutânea. Frequência desconhecida – angioedema. A segurança e eficácia em adolescentes com 12 a < 18 anos têm por base os dados de um ensaio clínico aberto de Fase 2 (Estudo 1116) que incluiu 100 doentes infetados por VHC de genótipo 1 que foram tratados com ledipasvir/sofosbuvir durante 12 semanas. As reações adversas observadas foram consistentes com as observadas em adultos. Têm sido observados casos de bradicardia grave e bloqueio cardíaco quando Harvoni é utilizado com amiodarona, e/ou outros medicamentos que diminuem a frequência cardíaca. Síndrome de Stevens-Johnson. Consultar o RCM para mais informações relativamente a efeitos adversos, nomeadamente em doentes com cirrose descompensada e/ou que estão em lista de espera para transplante hepático ou doentes pós-transplante hepático. A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Data de aprovação do texto do RCM: fevereiro 2019
INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATIVEIS COM O RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTONOME DO MEDICAMENTO E FORMA FARMACÊUTICA: Viread 245 mg comprimidos revestidos por película COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Cada comprimido revestido por película contém 245 mg de tenofovir disoproxil (TD) (como fumarato) e 164 mg de lactose mono‑hidratada. INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS: Viread 245 mg comprimidos revestidos por película está indicado para o tratamento de hepatite B crónica, em adultos com: doença hepática compensada com evidência de replicação viral ativa, elevação persistente dos níveis séricos de alanina aminotransferase (ALT) e evidência histológica de inflamação ativa e/ou fibrose; evidência de vírus da hepatite B resistente à lamivudina; doença hepática descompensada; Viread 245 mg está indicado para o tratamento de hepatite B crónica em adolescentes com 12 a < 18 anos de idade com: doença hepática compensada e evidência de doença imunológica ativa, ou seja, replicação viral ativa, níveis séricos persistentemente elevados de ALT e confirmação da evidência histológica de inflamação ativa e/ou fibrose. POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO: Adultos: 1 comprimido tomado 1 vez por dia, por via oral, com alimentos. A duração ótima de tratamento é desconhecida. A interrupção do tratamento pode ser considerada nas seguintes situações: nos doentes positivos para AgHBe sem cirrose, o tratamento deve ser administrado durante pelo menos 6 12 meses após a confirmação de seroconversão para anti HBe (perda de AgHBe e perda de ADN-VHB com deteção de anti-HBe) ou até seroconversão para anti-HBs ou no caso de perda de eficácia. A ALT sérica e os níveis de ADN-VHB deverão ser seguidos regularmente após a interrupção do tratamento para detetar qualquer recidiva virológica tardia; nos doentes negativos para AgHBe sem cirrose, o tratamento deve ser administrado pelo menos até seroconversão para anti-HBs ou no caso de evidência de perda de eficácia. Com o tratamento prolongado para mais de 2 anos, é recomendada uma reavaliação regular para confirmar que a continuação da terapia selecionada se mantém apropriada para o doente. População pediátrica: Em adolescentes com 12 a < 18 anos de idade e com um peso superior a 35 kg, a dose recomendada de Viread é de 245 mg (um comprimido) tomado uma vez por dia, por via oral, com alimentos. Para recomendações sobre como proceder em caso de doses esquecidas e populações especiais consultar o RCM aprovado. CONTRAINDICAÇÕES: Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO: Deverá ser proposto um teste de anticorpos para VIH a todos os doentes infetados pelo VHB antes de se iniciar a terapia com tenofovir disoproxil. Hepatite B crónica: terão de continuar a ser utilizadas as precauções adequadas para prevenir o risco de transmissão a outros, através de contacto sexual ou contaminação com sangue. Viread não deve ser administrado concomitantemente com outros medicamentos contendo tenofovir disoproxil, tenofovir alafenamida ou com adefovir dipivoxil. A coadministração de tenofovir disoproxil e didanosina não é recomendada. Efeitos renais: tenofovir é principalmente eliminado por via renal. Com a utilização de tenofovir disoproxil na prática clínica, têm sido notificados falência renal, compromisso renal, creatinina elevada, hipofosfatemia e tubulopatia proximal (incluindo síndroma de Fanconi). Monitorização renal: Recomenda‑se que a depuração da creatinina seja calculada antes do início da terapêutica com tenofovir disoproxil e que a função renal (depuração da creatinina e fosfato sérico) seja também monitorizada após duas a quatro semanas de tratamento, após três meses de tratamento e em intervalos de três a seis meses em doentes sem fatores de risco renal. Nos doentes em risco de compromisso renal, é necessária uma monitorização mais frequente da função renal. Efeitos ósseos: se se suspeitar de anomalias ósseas, ou caso sejam detetadas, deve recorrer-se a consulta apropriada. Efeitos renais e ósseos na população pediátrica: existem incertezas associadas aos efeitos a longo prazo, para mais informações consultar o RCM aprovado. Monitorização renal: a função renal (depuração da creatinina e fosfato sérico) deve ser avaliada antes do tratamento, e monitorizada durante o tratamento como nos adultos). Controlo renal: se for confirmado que o fosfato sérico é < 3,0 mg/dl (0,96 mmol/l) em qualquer doente pediátrico a receber tenofovir disoproxil, a função renal deve ser reavaliada dentro de uma semana, incluindo os níveis sanguíneos de glucose e potássio e as concentrações de glucose na urina. Para mais informações consultar o RCM aprovado. Compromisso renal: A utilização de tenofovir disoproxil não é recomendada em doentes pediátricos com compromisso renal. Efeitos ósseos: diminuições da DMO devido ao TD. Doença hepática: os parâmetros hepatobiliares e renais devem ser cuidadosamente monitorizados nesta população de doentes. Exacerbação da hepatite: Exacerbações durante o tratamento e Exacerbações após interrupção do tratamento: As exacerbações espontâneas na hepatite B crónica são relativamente frequentes e caracterizam se por aumentos transitórios da ALT sérica. Consultar o RCM para recomendações adicionais relativamente à monitorização e controlo. Em doentes com doença hepática avançada ou cirrose, a interrupção do tratamento não é recomendada, uma vez que a exacerbação da hepatite após interrupção de tratamento pode dar origem a uma descompensação hepática. As exacerbações hepáticas são particularmente graves, e por vezes fatais em doentes com doença hepática descompensada. Coinfeção pelo VIH-1 e hepatite B: o tenofovir disoproxil deverá apenas ser utilizado como parte de um regime terapêutico combinado em doentes coinfetados VIH/VHB, devido ao risco de desenvolvimento de resistências do VIH. Para mais informações consultar o RCM. Viread 245 mg comprimidos revestidos por película contém lactose mono-hidratada. Portanto, os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência em lactase de Lapp, ou má absorção de glucose galactose não devem tomar este medicamento. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO: Viread não deve ser administrado com quaisquer outros medicamentos contendo tenofovir disoproxil, tenofovir alafenamida ou com adefovir dipivoxil. Coadministração
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