Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade e o uso de cookies ACEITAR

Segunda, 19 de Outubro de 2020

As pessoas com diabetes têm maior risco de ter gripe e pneumonia pneumocócica

É possível reduzir este risco!

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) lança a sua mais recente campanha de redução de risco contra a gripe e pneumonia pneumocócica. A associação deixa um alerta: as pessoas com doenças crónicas, como a diabetes, têm um risco superior de complicações e mortalidade associadas à gripe e pneumonia pneumocócica, mesmo com uma boa gestão da doença.

José Manuel Boavida, presidente da APDP, no âmbito desta posição destaca que “em caso de doença, as pessoas com diabetes têm mais dificuldade em controlar a glicemia, fragilizando o corpo que não conseguirá lutar contra as infeções. Assim, é fundamental sensibilizar para a prevenção!

Segundo o Centro Europeu de Controlo de Doença e Prevenção (ECDC), nos últimos anos, cerca de 30% dos doentes hospitalizados com gripe tinham diabetes. A gripe pode levar a complicações como a pneumonia pneumocócica e a meningite, assim como agravar problemas crónicos do coração. Prevenir a gripe e a pneumonia pneumocócica é importante na redução de risco de infeção, assim como para ajudar a evitar as formas mais graves que necessitam de internamento em unidades de cuidados intensivos dos hospitais.

A campanha da APDP visa sensibilizar para importância de reduzir o risco de gripe e pneumonia pneumocócica no período que se aproxima, e reforça a importância da luta contra estas doenças, sendo que apenas uma minoria das pessoas com diabetes se previne contra estas infeções. “Uma pessoa com diabetes tem, no mínimo, duas vezes mais probabilidade de contrair pneumonia pneumocócica. E, em caso de internamento fica, em média, mais um dia do que um indivíduo que não sofra da doença. A mortalidade, nestes casos, também é superior, segundo os dados que a APDP apurou nos hospitais portugueses” reforça João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.