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Segunda, 21 de Setembro de 2020

Agência Europeia do Medicamento recomenda aprovação de niraparib como monoterapia de primeira linha de manutenção em doentes com cancro do ovário avançado com resposta à platina

O Comité para os Medicamentos de Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia do Medicamento (EMA), emitiu um parecer positivo recomendando niraparib, um inibidor da PARP de toma oral, como tratamento de manutenção de primeira linha em mulheres com cancro do ovário em estadio avançado e com resposta à quimioterapia à base de platina, independentemente do estado mutacional do BRCA.

“Estamos muito satisfeitos com o parecer do CHMP, uma vez que reforça a nossa convicção sobre o importante papel que o niraparib pode desempenhar para mulheres com cancro do ovário de fase avançada. Atualmente, apenas 20% das mulheres com cancro do ovário, os casos em que existe mutação do BRCA, são elegíveis para tratamento com um inibidor da PARP como primeira linha de tratamento de manutenção.[1] Se aprovado para esta indicação na Europa, o niraparib pode ser uma importante nova opção de monoterapia de manutenção de primeira linha para doentes com cancro do ovário em estado avançado que responda à quimioterapia à base de platina, independentemente do estado de mutação do BRCA”, refere o Dr. Axel Hoos, Senior Vice Presidente Head of Oncology R&D da GSK.

O parecer do CHMP constitui um dos passos finais no processo de autorização de comercialização prévio à aprovação por parte da Comissão Europeia. Esta opinião surge na sequência da expansão da indicação terapêutica de niraparib nos EUA, por parte da FDA.

A alteração Tipo II à AIM do medicamento é baseada nos dados do estudo de fase III PRIMA (ENGOT-OV26/GOG-3012), que demonstraram benefício clinicamente significativo ao nível da progressão livre de doença associado ao tratamento com niraparib em primeira linha, em contexto de manutenção. O estudo PRIMA incluiu mulheres com cancro do ovário em estado avançado, diagnosticado recentemente, com resposta ao tratamento de primeira linha com quimioterapia à base de platina, uma população que apresenta uma necessidade médica por alcançar e para a qual existem opções de tratamento limitadas.

O niraparib apresenta, assim, potencial para se tornar no primeiro inibidor da PARP em monoterapia aprovado para primeira linha de tratamento de manutenção, em doentes com resposta a tratamento com platina e independentemente do estado mutacional do BRCA, dando resposta a uma relevante necessidade médica não alcançada no cancro do ovário.

Sobre o cancro do ovário

Na Europa, o cancro do ovário é o sexto mais letal entre a população feminina, com mais de 65.000 mulheres diagnosticadas a cada ano.[2] A maioria das mulheres são diagnosticadas com cancro do ovário já em estado avançado (estadio III ou IV) e têm uma taxa de sobrevivência a cinco anos de aproximadamente 30%.[3] Apesar das elevadas taxas de resposta à quimioterapia à base de platina, aproximadamente 85% das mulheres com cancro do ovário em fase avançada sofrerá uma recidiva da doença. [4] A cada recidiva, o tempo de que cada mulher pode usufruir sem que o seu cancro regresse é ainda mais curto.

Sobre niraparib

Informação importante sobre niraparib

Zejula – Informações Essenciais Compatíveis com o RCM

▼ Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isso irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas para http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram e para o departamento médico da GlaxoSmithKline para lis.nucleo-farmacovigilancia@gsk.com.

NOME DO MEDICAMENTO Zejula COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA FORMA Cada cápsula contém tosilato mono-hidratado de niraparib equivalente a 100 mg de niraparib. Cada cápsula contém 254,5 mg de lactose mono-hidratada. Invólucro cápsula: contém o corante tartrazina. FORMA FARMACÊUTICA Cápsula. Indicações terapêuticas Monoterapia para o tratamento de manutenção de doentes adultas com os seguintes cancros de alto grau, recidivantes e sensíveis a platina: cancro epitelial seroso do ovário, cancro das trompas de Falópio ou cancro peritoneal primário, os quais respondem (completa ou parcialmente) a quimioterapia à base de platina. Posologia e MÉTODO de administração Três cápsulas de 100 mg 1x dia, equivalente a uma dose total diária de 300 mg. As doentes devem ser incentivadas a tomar a sua dose aproximadamente à mesma hora todos os dias. A administração à hora de dormir pode ser um potencial método para controlar as náuseas. Recomenda-se a continuação da terapêutica até à progressão da doença. Dose em falta: Se a doente se esquecer de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte no horário habitual. Ajuste posológico em caso de reações adversas: Em geral, recomenda-se interromper primeiro o tratamento (mas não mais do que 28 dias consecutivos) para permitir que a doente recupere da reação adversa, e reiniciar então com a mesma dose. Caso a reação adversa se repita, recomenda-se a redução da dose. Se as reações adversas persistirem para além de uma interrupção de 28 dias, recomenda-se a descontinuação da terapêutica com Zejula. Se as reações adversas não forem controláveis com esta estratégia de interrupção e redução da dose, recomenda-se a descontinuação da terapêutica com Zejula. Podem ser implementadas reduções de dose com base em reações adversas. As reduções de dose recomendadas são, primeiro, de três cápsulas diárias (300 mg) para duas cápsulas diárias (200 mg). Se for necessário reduzir ainda mais a dose, pode ser realizada uma segunda redução de dose de duas cápsulas diárias (200 mg) para uma cápsula diária (100 mg). Ajustes da dose para reações adversas não hematológicas: Reação adversa não-hematológica de grau ≥ 3 (CTCAE) relacionada com o tratamento, na qual a profilaxia não seja considerada viável ou a reação adversa persista apesar do tratamento: 1ª ocorrência: suspender no máximo durante 28 dias ou até resolução da reação adversa. Reiniciar com uma dose reduzida (200 mg/dia). 2ª ocorrência: suspender no máximo durante 28 dias ou até resolução da reação adversa. Reiniciar com uma dose reduzida (100 mg/dia). Reação adversa de grau ≥ 3 (CTCAE) relacionada com o tratamento, com duração superior a 28 dias enquanto é administrado Zejula 100 mg/dia à doente: Descontinuar o tratamento. Ajustes da dose para reações adversas hematológicas: Foram observadas reações adversas hematológicas durante o tratamento, especialmente durante a fase inicial do tratamento. Recomenda-se a monitorização semanal do hemograma completo durante o 1º mês de tratamento e o ajuste da dose, quando necessário. Após o 1º mês, recomenda-se a monitorização mensal do hemograma completo e periodicamente após esse período. Consoante os valores laboratoriais individuais, pode justificar-se a monitorização semanal no 2º mês. Reação adversa hematológica com necessidade de transfusão ou apoio com fator de crescimento hematopoiético: Para doentes com contagem de plaquetas ≤ 10.000/μl, deve ponderar-se uma transfusão de plaquetas. Caso existam outros fatores de risco de hemorragia, como a coadministração de medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes, ponderar a interrupção dessas substâncias e/ou a transfusão para contagens de plaquetas superiores. Reiniciar com uma dose reduzida. Contagem de plaquetas < 100.000/μl: 1ª ocorrência: Suspender no máximo durante 28 dias e monitorizar o hemograma semanalmente até a contagem de plaquetas voltar a ≥ 100.000/µl. Reiniciar em dose igual ou reduzida, com base na avaliação clínica. Se, em algum momento, a contagem de plaquetas for < 75.000/μl, reiniciar com dose reduzida. 2ª ocorrência: Suspender no máximo durante 28 dias e monitorizar o hemograma semanalmente até a contagem de plaquetas voltar a ≥ 100.000/µl. Reiniciar com uma dose reduzida. Descontinuar se a contagem de plaquetas não voltar a níveis aceitáveis no espaço de 28 dias a contar do período de interrupção da dose, ou se a doente já tiver sido submetida a redução da dose para 100 mg 1x dia. Neutrófilos < 1.000/µl ou hemoglobina < 8 g/dl: Suspender no máximo durante 28 dias e monitorizar o hemograma semanalmente até a contagem de neutrófilos voltar a ≥ 1.500/µl ou a hemoglobina voltar a ≥ 9 g/dl. Reiniciar com uma dose reduzida. Descontinuar se os neutrófilos e/ou a hemoglobina não voltarem a níveis aceitáveis dentro de 28 dias a contar do período de interrupção da dose, ou se a doente já tiver sido submetida a redução da dose para 100 mg 1x dia. Diagnóstico confirmado de síndrome mielodisplásica (SMD) ou leucemia mieloide aguda (LMA): Descontinuar permanentemente. Doentes com baixo peso corporal: Para doentes < 58 kg, pode considerar-se uma dose inicial de 200 mg. Idosos Não é necessário ajuste de dose. Os dados clínicos sobre doentes ≥ 75 anos são limitados Compromisso renal e compromisso hepático: Não é necessário qualquer ajuste da posologia em doentes com compromisso ligeiro a moderado. Não existem dados sobre doentes com compromisso renal grave, doença renal terminal submetidas a hemodiálise e compromisso hepático grave; utilizar com precaução nessas doentes. Doentes com índice de desempenho ECOG de 2 a 4: Não estão disponíveis dados clínicos. População pediátrica: Segurança e eficácia não estabelecidas. Não existem dados disponíveis. Modo de Administração Via oral. As cápsulas devem ser engolidas inteiras com água. Não devem ser mastigadas nem esmagadas. Pode ser tomado sem ter em conta as refeições. Contraindicações Hipersensibilidade à substâncias ativa ou a qualquer um dos excipientes. Efeitos indesejáveis Frequência de todas as categorias CTCAE: Infeções e infestações Muito frequentes Infeção do trato urinário Frequentes Bronquite, conjuntivite. Doenças do sangue e do sistema linfático Muito frequentes Trombocitopenia, anemia, neutropenia Frequentes Leucopenia Pouco frequentes Pancitopenia, neutropenia febril Doenças do metabolismo e da nutrição Muito frequentes Apetite diminuído Frequentes Hipocaliemia Perturbações do foro psiquiátrico Muito frequentes Insónia Frequentes Ansiedade, depressão Doenças do sistema nervoso Muito frequentes Cefaleias, tonturas, disgeusia Cardiopatias Muito frequentes Palpitações Frequentes Taquicardia Vasculopatias Muito frequentes Hipertensão Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Muito frequentes Dispneia, tosse, nasofaringite Frequentes Epistaxe Doenças gastrointestinais Muito frequentes Náuseas, obstipação, vómitos, dor abdominal, diarreia, dispepsia Frequentes Boca seca, distensão abdominal, inflamação das mucosas (mucosite), estomatite Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes Fotossensibilidade, erupção cutânea Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos Muito frequentes Dor de costas, artralgia Frequentes Mialgia Perturbações gerais e alterações no local de administração Muito frequentes Fadiga, astenia Frequentes Edema periférico Exames complementares de diagnóstico Frequentes GGT aumentada, AST aumentada, creatininemia aumentada, ALT aumentada, fosfatase alcalina no sangue aumentada, peso diminuído Frequência da categoria 3 ou 4 CTCAE: Infeções e infestações Pouco frequentes Infeção das vias urinárias, bronquite, Doenças do sangue e do sistema linfático Muito frequentes Trombocitopenia, anemia, neutropenia Frequentes Leucopenia Pouco frequentes Pancitopenia, neutropenia febril Doenças do metabolismo e da nutrição Frequentes Hipocaliemia Pouco frequentes Apetite diminuído Perturbações do foro psiquiátrico Pouco frequentes Insónia, ansiedade, depressão Doenças do sistema nervoso Pouco frequentes Cefaleias Vasculopatias Frequentes Hipertensão Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Frequentes Dispneia Doenças gastrointestinais Frequentes Náuseas, vómitos, dor abdominal Pouco frequentes Diarreia, obstipação, inflamação das mucosas (incluindo mucosite), estomatite, boca seca Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Pouco Frequentes Fotossensibilidade, erupção cutânea Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos Pouco frequentes Dor de costas, artralgia, mialgia Perturbações gerais e alterações no local de administração Frequentes Fadiga, astenia Exames complementares de diagnóstico Pouco Frequentes AST aumentada, ALT aumentada, fosfatase alcalina no sangue aumentada Frequentes GGT aumentada TITULAR DA AIM GlaxoSmithKline (Ireland) Limited, 12 Riverwalk, Citywest Business Campus, Dublin 24, Irlanda DATA DA REVISÃO DO TEXTO Janeiro 2020. Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu/. Consultar o RCM completo para informação detalhada. Medicamento de receita médica restrita, de utilização reservada a certos meios especializados. Para mais informações e em caso de suspeita de um acontecimento adverso ou de outra informação de segurança, contactar o departamento médico da GlaxoSmithKline - +351 214129500. Para mais informações contactar o representante local do titular da AIM: GlaxoSmithKline – Produtos Farmacêuticos, Lda, Rua. Dr. António Loureiro Borges, nº3, Arquiparque-Miraflores, 1495-131 Algés, NIF: 500139 962.

O compromisso da GSK com os doentes oncológicos

A GSK está focada em maximizar a sobrevivência das pessoas que vivem com cancro, através do desenvolvimento de medicamentos transformadores. O pipeline da GSK foca-se nas vertentes de imuno-oncologia, terapia celular, letalidade sintética e epigenética do cancro. O nosso objetivo é alcançar um ritmo sustentável de novos tratamentos, baseados num portfólio diversificado de medicamentos sob investigação, com recurso a pequenas moléculas, anticorpos, conjugados anticorpo-fármaco e terapia celular, quer isoladamente ou em combinação.

Sobre a GSK

A GSK é uma multinacional farmacêutica, impulsionada pela ciência e inovação, com um propósito especial: ajudar as pessoas a fazerem mais, sentirem-se melhor e viverem mais tempo. Com uma história que começou há 300 anos atrás, a GSK emprega mais de 100 pessoas em Portugal na área farmacêutica. A sua ambição é ser uma das empresas farmacêuticas mais inovadoras, com melhor performance e de maior confiança do mundo. Para saber mais: www.gsk.pt

[1] [1]Konstantinopoulos PA, Ceccaldi R, Shapiro GI, D'Andrea AD. Homologous Recombination Deficiency: Exploiting the Fundamental Vulnerability of Ovarian Cancer. Cancer Discov. 2015; 5(11): 1137-54.

[2] World Health Organization. Globocan 2012: estimated cancer incidence, mortality and prevalence worldwide in 2012. Accessed August 19, 2020.

[3] The World Ovarian Cancer Coalition Atlas: Global Trends in Incidence, Mortality and Survival. World Ovarian Cancer Coalition; 2018. https://worldovariancancercoalition.org/wp-content/uploads/2018/10/THE-WORLD-OVARIAN-CANCER-COALITION-ATLAS-2018.pdf. Accessed August 19, 2020.

[4] Lorusso D, Mancini M, Di Rocco R, Fontanelli R, Raspagliesi F. The role of secondary surgery in recurrent ovarian cancer [published online August 5, 2012]. Int J Surg Oncol. 2012. doiL10.1155/2012/613980.