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Terça, 27 de Setembro de 2022

APCL destaca importância dos profissionais de saúde na gestão da leucemia mieloide aguda

A leucemia mieloide aguda (LMA) é atualmente uma doença com opções terapêuticas disponíveis, mas o diagnóstico precoce continua a ser crucial para iniciar o tratamento mais adequado com a maior celeridade possível. Neste sentido, os profissionais de saúde podem desempenhar um papel fundamental na aceitação da doença, alertam a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Astellas Farma, a propósito do mês dedicado às doenças hemato-oncológicas.

Manuel Abecasis, hematologista e presidente da APCL, explica que “a maior dificuldade enfrentada pelo doente com LMA é o diagnóstico da doença e a sua considerável gravidade”. O também Diretor do Registo Português de Dadores de Medula Óssea (CEDACE) refere que, quando o doente recebe o diagnóstico, “o choque é tremendo e exige da equipa médica e de enfermagem uma grande disponibilidade para informar, esclarecer e ajudar o doente e a sua família”.

O especialista afirma que não se pode descurar o apoio psicológico, crucial para muitos doentes durante o processo de aceitação da sua situação e da necessidade de tratamentos complicados, internamentos frequentes, transfusões, entre outros. “O estabelecimento de uma relação de confiança com a equipa cuidadora tem um papel muito importante, no seio da qual os doentes devem esclarecer as suas dúvidas”, defende Manuel Abecasis.

Neste contexto, o presidente da APCL lamenta que os serviços hospitalares portugueses e as suas equipas estejam sobrecarregados devido às exigências de tratamentos altamente complexos. Esta situação é ainda agravada pela escassez de recursos humanos que é transversal ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e cujo impacto no tratamento das leucemias agudas é particularmente gravoso.

Por ser uma doença rara, verifica-se um grande desconhecimento relativamente a esta por parte da população. “A informação de fontes credíveis deve ser promovida e valorizada”, sublinha o hematologista, acrescentando que “é importante dar a conhecer às pessoas que a LMA é hoje uma doença tratável, com possibilidade de cura em alguns casos”.

Relativamente à evolução das terapêuticas, Manuel Abecasis explica que “o panorama do tratamento da LMA alterou-se substancialmente nos últimos anos com a introdução de novos medicamentos”. Frisa ainda que “é particularmente importante estudar as alterações genéticas e moleculares aquando do diagnóstico da doença”.

A APCL aconselha a que os doentes recorram ao seu médico assistente quando surgem sintomas ou sinais que possam estar associados à LMA, ainda que não sejam específicos, nomeadamente cansaço acentuado, febre persistente e hemorragias. A associação tem como missão contribuir a nível nacional para aumentar a eficácia do tratamento das leucemias e outras neoplasias hematológicas afins.

A LMA é um cancro raro e agressivo do sangue e da medula óssea que interfere no desenvolvimento de células sanguíneas saudáveis. A incidência desta patologia em Portugal é de 2-3 casos novos por cada 100.000 habitantes, o que representa cerca de 200 a 300 novos casos por ano. Embora possa ser diagnosticada em qualquer fase da vida, a incidência aumenta com a idade.

A APCL disponibiliza no seu website informação médica de conteúdo acessível, atualizado e rigoroso sobre esta e outras doenças hematológicas. Consulte todas as informações em www.apcl.pt.