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Quinta, 24 de Setembro de 2020

Associações apelam ao diagnóstico das doenças hemato-oncológicas e pedem aos doentes que confiem nos profissionais de saúde

No mês da consciencialização para as doenças hemato-oncológicas, em setembro, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) lembram que o diagnóstico precoce dos cancros do sangue pode ser a chave para o sucesso do tratamento e apelam aos doentes para que confiem nos profissionais de saúde, algo especialmente importante no contexto de pandemia de Covid-19 que vivemos.

A APCL realiza, nos dias 26 e 27 de setembro de 2020, as Primeiras Jornadas Virtuais Nacionais com o tema “Uma visão sobre as Leucemias e Linfomas em Portugal”, com o apoio da Astellas Farma, trazendo para o centro do debate estas doenças hemato-oncológicas de forma a esclarecer e apoiar os doentes, promover a troca de experiências entre profissionais de saúde de várias áreas e analisar a relação médico-doente, por exemplo.

Manuel Abecasis, presidente da APCL, reforça: “Continuamos empenhados em esclarecer os doentes e o público em geral sobre as doenças hemato-oncológicas e com estas primeiras jornadas temos esta missão bastante ambiciosa de querer juntar tantos interlocutores com diferentes valências”.

Já a APLL assinala este mês da consciencialização para os cancros do sangue através do apelo “Confia!”, que pretende incentivar os doentes a continuarem a depositar a sua confiança nos profissionais de saúde, mesmo em tempos de pandemia. Esta campanha procura promover a partilha de testemunhos de doentes, em vídeo, que continuam a depositar a sua confiança nos profissionais de saúde e nos tratamentos que realizam.

“Este ano, mais do que nunca, acreditamos que é importante apelar aos doentes para que continuem a confiar nos profissionais de saúde, que devem continuar a ser o seu porto seguro. A confiança é um elemento determinante para a construção da relação médico-doente e no desenvolvimento do plano terapêutico e, por consequência, o sucesso dos tratamentos”, destaca Isabel Barbosa, presidente da APLL.

De acordo com os dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), a pandemia levou ao registo de uma queda acentuada nos cuidados de saúde, com uma diminuição de 16% no número de consultas médicas hospitalares realizadas presencialmente no SNS, face ao período homólogo, março do ano anterior. Números que se traduzem numa diminuição dos cuidados de saúde prestados aos doentes que, apesar da Covid-19, continuam a precisar de acompanhamento e tratamentos, como é o caso dos doentes hemato-oncológicos.

De entre os vários tipos de cancros do sangue, a leucemia mieloide aguda (LMA), apesar de ser uma doença rara, continua a ser uma das mais comuns em adultos. Estima-se que em Portugal todos os anos sejam diagnosticados 190 novos casos de LMA[1]. Apesar de a maioria dos cancros do sangue se situar entre as doenças malignas com maior taxa de cura, a LMA exige tratamentos muito complexos.

Os dados indicam que a LMA é uma doença que afeta mais homens do que mulheres e é mais comum em pessoas com mais de 65 anos.[2] A taxa de sobrevivência relativa de 5 anos é de apenas 19% na Europa. Apesar de as terapêuticas, na sua maioria, serem complexas, atualmente já existem várias opções em Portugal.

A Astellas Farma, na vanguarda da mudança nos cuidados de saúde, está empenhada em transformar a inovação científica em soluções médicas que tragam valor e esperança aos doentes de todo o mundo, e mantém uma preocupação acrescida na procura de soluções terapêuticas para doenças mesmo que raras e complexas. Durante o mês de consciencialização para os cancros do sangue, em setembro, a Astellas está também a patrocinar a plataforma internacional Know AML, que procura fornecer aos doentes, cuidadores, familiares e profissionais de saúde, informações, recursos e apoios disponíveis de que precisem para lidar com a leucemia mieloide aguda.

[1] APCL – Doenças do Sangue – Leucemia Agudas https://www.apcl.pt/pt/doencas-do-sangue/leucemias/leucemias-agudas. Último acesso setembro de 2020.

[2] Visser O. et al. Incidence, survival and prevalence of myeloid malignancies in Europe. Eur J Cancer (2012) 48, 3257–3266. Último acesso setembro de 2020.