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Quinta, 25 de Fevereiro de 2021

Financiamento Público Aprovado para a utilização de Yescarta® (Axicabtagene Ciloleucel) em Portugal no Tratamento de Dois Tipos de Linfoma Não-Hodgkin Agressivo


- Aprovação pelo INFARMED Permite uma Opção Pioneira no Tratamento dos Doentes Adultos com
Linfoma Difuso de Grandes Células B e Linfoma de Grandes Células B Primário do Mediastino
Recidivantes ou Refratários Após Duas ou Mais Linhas de Terapia Sistémica --

A Kite, uma empresa Gilead, anuncia que o INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. aprovou o financiamento e utilização pelos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) do medicamento Yescarta®, para o tratamento de doentes adultos com Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) e Linfoma de Grandes Células B Primário do Mediastino (LGCBPM), recidivante ou refratário após duas ou mais Linhas de terapia sistémica1.
O Yescarta
® é uma imunoterapia com células T autólogas modificadas, que se ligam às células que expressem o CD19 (células tumorais e células B normais). É um tratamento personalizado que utiliza o sistema imunitário do próprio doente para atingir as células tumorais. Na terapia celular CAR T, as células T são recolhidas do doente via aferese e geneticamente modificadas para que possam reconhecer e responder ao antigénio CD-19. Após a interação das células CAR-T anti-CD19 com as células-alvo que expressem o CD19, ocorre apoptose e necrose das células-alvo2.
O LDGCB é a forma mais comum de Linfoma Não-Hodgkin
3 e é responsável por aproximadamente 30% dos casos recentemente diagnosticados.4 Com base nas taxas de diagnóstico anteriores, estima-se que em 2019 tenham sido diagnosticados mais de 28.000 novos casos de LDGCB na Europa.5,6 No ano de 2010 foram diagnosticados em Portugal 1812 novos casos de linfoma, a que corresponderão aproximadamente 630 casos de linfomas difusos de grandes células 1. O prognóstico para doentes adultos em recidiva ou refratários é limitado, com uma sobrevivência global mediana de cerca de seis meses.7
A aprovação do Yescarta® em Portugal significa que estes doentes têm agora uma opção de tratamento pioneira muito necessária, que oferece uma forma importante e inovadora de tratar estes tipos de doenças hematooncológicas.” afirmou Cláudia Delgado, Diretora Médica da Gilead Sciences em Portugal.
Esta aprovação é suportada por dados do ensaio ZUMA-1 com Yescarta
® em doentes adultos com linfoma nãoHodgkin (NHL) de células B agressivo refratário ou recidivante. Os dados mais recentes deste estudo apresentados na reunião da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) em 2020 demostraram que entre os doentes com LDGCB, LGCBPM ou LDGCB resultante de linfoma folicular tratados com Yescarta® (n=101) com um seguimento mínimo de quatro anos após uma única administração de Yescarta® (seguimento mediano de 51,1 meses), a estimativa Kaplan-Meier da taxa de sobrevivência global (OS) a quatro anos foi de 44% 8.
“A recente aprovação de financiamento pelo Estado português da terapia celular com CAR T no tratamento do Linfoma Não-Hodgkin difuso de grandes células B e primário do mediastino, constitui um passo fundamental na afirmação desta terapêutica em Portugal. Agiliza o processo e reduz os tempos de espera a que os mecanismos dependentes de autorização especial obrigam, permitindo que mais doentes possam ter acesso, em tempo útil, a esta terapêutica inovadora. Em tempos de pandemia, esta é uma boa notícia que deve ser devidamente assinalada.” comentou o Dr. Mário Mariz, Diretor de serviço de Hematologia do IPO do Porto.
“A aprovação da terapia celular com células CAR T, incluindo o produto Yescarta, por parte das autoridades regulamentares em Portugal é um acontecimento significativo para os médicos envolvidos no tratamento dos linfomas B agressivos abrangidos pela indicação, e mais ainda para os doentes com este diagnóstico que falham pelo menos duas linhas de tratamento. As perspetivas de tratamento eficaz nesta população de doentes são limitadas e a oportunidade de utilizar uma estratégia com taxa elevada de resposta e uma fração de respostas completas e estáveis melhora claramente o seu prognóstico. É tempo agora de nos organizarmos, enquanto
comunidade hematológica, por forma a proporcionar atempadamente a todos os doentes que beneficiem de
terapia celular a oportunidade de a receberem nas condições mais favoráveis.” referiu a Profª Maria Gomes da Silva, Diretora de serviço de Hematologia do IPO de Lisboa.

Sobre a Kite
A Kite, empresa da Gilead, é uma empresa biofarmacêutica com sede em Santa Monica, Califórnia, com operações de produção comercial na América do Norte e na Europa. A Kite está comprometida com o desenvolvimento de imunoterapias inovadoras na área do cancro. Esta empresa está focada em terapias celulares, como recetores antigénicos quiméricos e recetores de células. Mais informações sobre a Kite em www.kitepharma.com. Sobre a Gilead Sciences
A Gilead Sciences é uma empresa biofarmacêutica que investiga, desenvolve e comercializa terapêuticas inovadoras em áreas de necessidades médicas não preenchidas. A missão da empresa é melhorar e simplificar os cuidados dos doentes que sofrem de doenças potencialmente fatais. A Gilead desenvolve a sua atividade em mais de 35 países em todo o mundo, e tem sede em Foster City, Califórnia. Mais informações sobre a Gilead Sciences em www.gilead.com.

Referências
1 - Relatório de avaliação de financiamento público de Yescarta, disponível em
https://www.infarmed.pt/web/infarmed/relatorios-de-avaliacao-definanciamento-publico
2 - RCM Yescarta Junho 2020.
3 - Lymphoma Research Foundation (LRF). Diffuse Large B-Cell Lymphoma (DLBCL). 2018. Available at:
https://lymphoma.org/wpcontent/uploads/2018/05/LRF_FACTSHEET_DIFFUSE_LRG_BCELL_LYMPHOMA_DLBCL.pdf. Accessed March 2020.
4 - Menon M.
et al. The Histological and Biological Spectrum of Diffuse Large B-cell Lymphoma in the WHO Classification. Cancer J. 2012
Sept;18(5):411–420.
5 - Sant, M.
et al. Incidence of hematologic malignancies in Europe by morphologic subtype: results of the HAEMACARE project. Blood. 2010 Nov;
116(19):3724-3734.
6 - United Nations. World Population Prospects 2019. Available at
https://population.un.org/wpp/DataQuery/. Accessed March 2020.
7 - Crump M.
et al, Outcomes in refractory diffuse large B-cell lymphoma: results from the international SCHOLAR-1 study. Blood. 2017 Oct. 130(16):
1800–1808.
8 - Jacobson et al; Long-Term Survival and Gradual Recovery of B Cells in Patients with Refractory Large B Cell Lymphoma Treated with Axicabtagene
Ciloleucel (Axi-Cel). Blood 2020; 136 (Supplement 1): 40–42.
Gilead Sciences, Lda., Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha nº 1 – 8º A e B, 1050‐094 Lisboa Portugal, Tel.: 21 792 87 90 – Fax: 21 792 87 99 – Nº de contribuinte:
503 604 704, Informação Médica através do nº verde 800 207 489 ou
departamento.medico@gilead.com, Poderá comunicar informação de segurança, incluindo acontecimentos
adversos a medicamentos ou situações especiais (ex. gravidez, má utilização, erros de medicação, utilização fora das indicações aprovadas, falta de efeito/eficácia) à Gilead
Sciences por telefone, fax ou correio eletrónico para
portugal.safety@gilead.com e/ou ao INFARMED através de http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram.
PT-CTH-2021-02-0003, Data de preparação: fevereiro 2021
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM O RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO
Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações
adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver RCM completo.
NOME DO MEDICAMENTO E FORMA FARMACÊUTICA: Yescarta 0,4 – 2 x 108 células dispersão para perfusão COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Yescarta (axicabtagene ciloleucel) é uma imunoterapia com células T autólogas geneticamente modificadas dirigidas para o CD19. Cada saco de perfusão de Yescarta é específico para um único doente e contém uma dispersão de células T CAR anti-CD19 em, aproximadamente, 68 ml para uma dose alvo de 2 x 106 células T CAR anti-CD19 positivas viáveis/kg de peso corporal (intervalo: 1 x 106 – 2 x 106 células/kg), com um máximo de 2 x 108 células T CAR anti-CD19. Cada saco de Yescarta contém 300 mg de sódio.

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS: Tratamento de doentes adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) e linfoma de grandes células B primário do mediastino (LGCBPM), recidivantes ou refratários após ≥ 2 linhas de terapêutica sistémica. POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO: Yescarta destina-se apenas para utilização autóloga e a ser administrado por perfusão intravenosa (IV) em ambiente clínico qualificado. Deve ser administrado um regime de quimioterapia de depleção linfocitária, composto por 500 mg/m2de ciclofosfamida por via IV e 30 mg/m2de fludarabina por via IV, no 5.º, 4.º e 3.º dia anteriores à perfusãode Yescarta. Recomenda-se pré-medicação com paracetamol (500 a 1000 mg por via oral) e difenidramina (por via IV ou oral, ou equivalente). A totalidade do conteúdo do saco de Yescarta deve ser perfundida num período de 30 minutos, por ação da gravidade ou bomba peristáltica. Yescarta não pode ser irradiado. Não utilizar um filtro de leucodepleção. Consultar o RCM sobre precauções sobre a preparação, manuseamento, administração e eliminação de Yescarta. O doente deve ser monitorizado diariamente durante os primeiros 10 dias após a perfusão e depois de acordo com o critério do médico. O doente deve manter-se próximo de uma unidade clínica qualificada durante, pelo menos, 4 semanas após a perfusão. Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos. Não existe experiência clínica em doentes com infeção ativa por VIH, VHB ou VHC. A segurança e eficácia em crianças e adolescentes CONTRAINDICAÇÕES:Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer excipiente. Devem ser tidas em consideração as contraindicações da quimioterapia de depleção linfocitária.ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO:A perfusão de Yescarta deve ser adiada se o doente apresentar reações adversas (RA) graves não resolvidas (em especial reações pulmonares, reações cardíacas ou hipotensão), incluindo as decorrentes de quimioterapias anteriores; infeção ativa não controlada ou doença ativa de enxerto contra hospedeiro. Os doentes tratados com Yescarta não devem doar sangue, órgãos, tecidos e células para transplante. É necessário atenção especial nos doentes com doença ativa do SNC ou com inadequada função renal, hepática, pulmonar ou cardíaca. A relação benefício/risco de Yescarta não foi estabelecida em doentes com linfoma primário do SNC. Quase todos os doentes apresentaram algum grau de síndrome de libertação de citocinas (SLC), tendo ocorrido muito frequentemente SLC grave, incluindo reações fatais e potencialmente fatais, com início após 1 a 12 dias. Tem de haver, pelo menos, uma dose detocilizumab por doente no centro para administração antes da perfusão de Yescarta. O centro de tratamento deve ter acesso a uma dose adicional de tocilizumab no prazo de 8 horas após a dose anterior. Foram observadas muito frequentemente RA neurológicas graves, que podem ser fatais ou potencialmente fatais. É necessário monitorização particular para a SLC e RA neurológicas e estão disponíveis orientações de gestão específicas. Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais e sintomas de infeção antes, durante e após a perfusão de Yescarta e tratados de forma apropriada. Devem ser administrados antimicrobianos profiláticos de acordo com as orientações da instituição. No caso de neutropenia febril, avalie se existe infeção e trate com antibióticos de largo espetro, fluídos e outros cuidados de suporte conforme clinicamente indicado. Pode ocorrer a reativação do VHB, a qual, em alguns casos, pode levar a hepatite fulminante, insuficiência hepática e morte. O rastreio de VHB, VHC e VIH deve ser realizado em conformidade com as orientações clínicas antes de efetuar a colheita de células para produção. Podem ocorrer citopenias prolongadas, pelo que deve ser feita a monitorização da contagem de células sanguíneas após a perfusão de Yescarta. Pode ocorrer hipogamaglobulinemia, pelo que os níveis de imunoglobulina devem ser monitorizados após o tratamento com Yescarta e geridos utilizando medidas preventivas de infeção, antibióticos profiláticos e terapêutica de substituição de imunoglobulina. Podem ocorrer reaçõesalérgicas com a perfusão de Yescarta. Pode observar-se o desenvolvimento de neoplasias malignas secundárias, pelo que o seu aparecimento deve ser monitorizado. Pode ocorrer síndrome de lise tumoral (SLT), o qual pode ser grave. Os sinais e sintomas de SLT devem ser monitorizados e os acontecimentos tratados de acordo com as orientações padrão. Yescarta não é recomendado se os doentes tiverem tido uma recidiva com doença CD19 negativa após a terapêutica anti-CD19 prévia. De modo a melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome e o n.º de lote do medicamento administrado devem ser registados de forma clara. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO: Não foram realizados estudos de interação com Yescarta. Não é recomendada a administração com vacinas de agentes virais vivos durante, pelo menos, 6 semanas antes do início da quimioterapia de depleção linfocitária, durante o tratamento com Yescarta e até à recuperação do sistema imunitário após o tratamento com Yescarta. EFEITOS INDESEJÁVEIS: Muito frequentes: Infeções por agentes patogénicos não especificados; infeções virais; infeções bacterianas; leucopenia; neutropenia; anemia; trombocitopenia; SLC; desidratação; diminuição do apetite; hipofosfatemia; hiponatremia; hipoalbuminemia; perda de peso; delírio; ansiedade; encefalopatia; dor de cabeça; tremor; tonturas; afasia; taquicardia; arritmia; hipotensão; hipertensão; tosse; dispneia; hipoxia; derrame pleural; diarreia; náuseas; vómitos; obstipação; dor abdominal: boca seca; disfunção motora; dor nas extremidades; dor nas costas; artralgia; dor muscular; fadiga; pirexia; edema; arrepios; aumento dos níveis de alanina aminotransferase e aumento dos níveis da aspartato aminotransferase.Frequentes: Infeções fúngicas;coagulopatia; hipersensibilidade; histiocitose hematofágica; hipocalcemia; hipogamaglobulinemia, insónia; ataxia; neuropatia; convulsão; discalculia; mioclonia; paragem cardíaca; insuficiência cardíaca; trombose; síndrome de transudação capilar; edema pulmonar; erupção cutânea; insuficiência renal, aumento dos níveis de bilirrubina e disfagia. Pouco frequentes: edema da medula espinal, mielite e tetraplegia. Consultar o RCM para mais informações. Data de aprovação do texto do RCM: junho 2020.
Após a aprovação da Autorização de Introdução no Mercado, este medicamento encontra-se sujeito a monitorização adicional, conforme indicado pela presença deste triângulo preto invertido. Quaisquer suspeitas de RA ao Yescarta® devem ser notificadas à Gilead Sciences, Lda., via e-mail para portugal.safety@gilead.com ou telefone para +351217928790 e/ou ao INFARMED, I.P., através do sistema nacional de notificação, via e-mail para ou telefone para +351217987373.
Para mais informações deverá contactar o titular da autorização de introdução no mercado. Medicamento de receita médica restrita, de utilização reservada a certos meios especializados. Medicamento com avaliação previa concluída.