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Segunda, 05 de Julho de 2021

Gilead e Kite apresentam novos avanços científicos no tratamento de doenças hemato-oncológicas na ASCO, EHA e ICML

A Kite, uma empresa Gilead, apresentou recentemente nos 3 congressos dedicados à área de Oncologia EHA, ICML, ASCO, um vasto número de dados com nova evidência científica sobre terapia celular com células CAR-T em várias doenças hemato-oncológicas - Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), Linfoma de Células do Manto (LCM), Linfoma Folicular e Leucemia Linfocítica Aguda.

Dos vários abstracts e posters apresentados, destaque para uma análise post-hoc do estudo de registo do Yescarta, ZUMA-1. Os dados sugerem que o axicabtagene ciloleucel pode superar a elevada carga tumoral pré-tratamento em doentes com microambiente tumoral favorável e uma expansão robusta das células CAR-T. 1

No contexto da terapia celular com CAR-T é muito interessante e revelador do empenho da comunidade médica a partilha de dados de vida real, que vêm corroborar a evidência dos nossos ensaios clínicos.

Foi apresentado um estudo americano do CIBMTR que é, à data, o maior estudo com axicabtagene ciloleucel em contexto de prática clínica (n= 1.223 doentes) e demonstra resultados consistentes em termos de eficácia - Taxa de Resposta Objetiva (TRO) 73%, Taxa de Resposta Completa (RC) 55% e caracteriza ainda mais os resultados de segurança. 2

Refira-se também a partilha dos primeiros resultados de doentes com LDGCB tratados com células CAR-T e inscritos no Registo DESCAR-T, a base de dados francesa que compila dados da prática clínica do tratamento com células CAR-T em doenças hematológicas malignas. Neste estudo, os autores destacam que o tratamento com células CAR-T tornou-se o tratamento padrão em doentes R/R LDGCB em menos de 2 anos. Os dados de vida real deste estudo, onde foram tratados 350 doentes com axicabtagene ciloleucel demonstram que a sobrevivência global (SG) e as durações das respostas mimetizam os ensaios clínicos (SG aos 6 meses foi de 83,7%), não tendo surgido novos sinais de toxicidade.3

Investigadores do Reino Unido deram também a conhecer um estudo que analisou os resultados de doentes com linfoma aprovados para tratamento com CAR-T anti-CD19 - considerados não elegíveis para Transplante Autólogo de Células Estaminais (TACE). Dos 402 doentes aprovados para CAR-T, 81 (20%) foram considerados não elegíveis para TACE com base na idade e/ou comorbilidades. Os autores concluíram que o tratamento com CAR-T anti-CD19 pode ser administrado em segurança em doentes mais velhos cuidadosamente selecionados e em doentes com comorbilidades que não são considerados adequados para transplante, e que os doentes considerados unfit para TACE parecem ter o mesmo benefício a longo prazo com CAR-T anti-CD19 que os doentes considerados fit para transplante e devem por isso ser considerados para este tratamento promissor.4

Destaque ainda para o trabalho que compara a sobrevivência global dos doentes com linfoma do manto recidivante ou refratário após duas ou mais linhas de terapêutica sistémica, incluindo um inibidor da tirosina cinase de Bruton tratados com Tecartus no estudo de registo ZUMA-2 versus doentes que receberam tratamento padrão em contexto de vida real na Europa (estudo SCHOLAR-2). Os dados evidenciam que Tecartus melhora a sobrevivência global dos doentes quando comparado com o atual tratamento padrão. Numa comparação naïve o Tecartus teve desempenho superior ao tratamento padrão com o HR para a sobrevivência global de 0,37 (IC 95%:0,20–0,66; p<0,001). 5

“Estamos empenhados em promover a inovação para doentes com baixas taxas de sobrevivência e opções de tratamento limitadas” disse Dick Sundh, responsável da Kite para a Austrália, Canadá e Europa. “Foi com orgulho que partilhámos os resultados da mais recente investigação científica da Kite, nestes importantes congressos.”

Sobre a Gilead Sciences

A Gilead Sciences é uma empresa biofarmacêutica que investiga, desenvolve e comercializa terapêuticas inovadoras em áreas de necessidades médicas não preenchidas. A missão da empresa é melhorar e simplificar os cuidados dos doentes que sofrem de doenças potencialmente fatais. A Gilead desenvolve a sua atividade em mais de 35 países em todo o mundo, e tem sede em Foster City, Califórnia.

Sobre a Kite

A Kite, empresa da Gilead, é uma empresa biofarmacêutica com sede em Santa Monica, Califórnia, com operações de produção comercial na América do Norte e Europa. A Kite está comprometida com o desenvolvimento de imunoterapias inovadoras na área do cancro. Esta empresa está focada em terapias celulares, como recetores antigénicos quiméricos e recetores de células.

1 Chou J, et al., ZUMA-1 Overcoming TB Diffuse Large B Cell Lymphoma (DLBCL). - Favorable Tumor Immune Microenvironment (TME) and Robust Chimeric Antigen Receptor (CAR) T-Cell Expansion May Overcome Tumor Burden (TB) and Promote Durable Efficacy with Axicabtagene Ciloleucel (Axi-Cel) in Large B Cell Lymphoma (LBCL). Poster #7536

2 Jacobson CA, et al., Real-World Evidence (RWE) LBCL. Real-World Evidence of Axicabtagene Ciloleucel (Axi-Cel) for the Treatment of Large B-Cell Lymphoma (LBCL) in The United States (US). Poster #7552

3 Le Gouill S, et al. First Results of DLBCL Patients Treated With CAR T Cells and Enrolled in DESCAR-T Registry, The French Real-Life Database for CAR T Cells in Hematologic Malignancies.EHA 2021 Abstract S216

4 Kuhnl A, et al. CD19 CAR T in Less Fit Patients With Relapsed/Refractory High-Grade Lymphoma. EHA 2021 Abstract EP498

5 Hess, G. et al., HEOR ZUMA-2: MCL. ZUMA-2 KTE-X19 versus Standard of Care for Relapsed/Refractory Mantle Cell Lymphoma Previously Treated with Bruton Tyrosine Kinase Inhibitors: Real-World Evidence from Europe. ePoster #EP786

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM O RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

▼Estes medicamentos estão sujeitos a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas.

NOME DO MEDICAMENTO E FORMA FARMACÊUTICA: Yescarta 0,4 – 2 x 108 células dispersão para perfusão e Tecartus 0,4 – 2 x 108 células dispersão para perfusão COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Cada saco de perfusão de Yescarta (axicabtagene ciloleucel) ou Tecartus (células CD3+ autólogas transduzidas com anti-CD19) é específico para um único doente e contém uma dispersão de células T CAR anti-CD19 em, aproximadamente, 68 ml para uma dose alvo de 2 x 106 células T CAR anti-CD19 positivas viáveis/kg de peso corporal (intervalo: 1 x 106 – 2 x 106 células/kg), com um máximo de 2 x 108 células T CAR anti-CD19. Cada saco de Yescarta contém 300 mg de sódio. Cada saco de Tecartus contém 300 mg de sódio e 0,05 ml de dimetilsulfóxido por ml. Indicações terapêuticas: Yescarta - tratamento de doentes adultos com linfoma difuso de grandes células B e linfoma de grandes células B primário do mediastino, recidivantes ou refratários após ≥ 2 linhas de terapêutica sistémica. Tecartus - tratamento de doentes adultos com linfoma de células do manto recidivante ou refratário após ≥ 2 linhas de terapêutica sistémica, incluindo um inibidor da BTK. Posologia e modo de administração: Apenas para utilização autóloga e por perfusão intravenosa (IV) em ambiente clínico qualificado. Deve ser administrado um regime de quimioterapia de depleção linfocitária, composto por ciclofosfamida IV e fludarabina IV, no 5.º, 4.º e 3.º dia anteriores à perfusão. Recomenda-se pré-medicação com paracetamol per os e difenidramina IV ou per os, ou equivalente. A totalidade do conteúdo do saco deve ser perfundida num período de 30 min., por ação da gravidade ou bomba peristáltica. Yescarta ou Tecartus não podem ser irradiados. Não utilizar um filtro de leucodepleção. O doente deve ser monitorizado diariamente durante os primeiros 10 dias após a perfusão e depois de acordo com o critério do médico. O doente deve manter-se próximo de uma unidade clínica qualificada durante, pelo menos, 4 semanas após a perfusão. Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos. Não existe experiência clínica em doentes com infeção ativa por VIH, VHB ou VHC. A segurança e eficácia em crianças e adolescentes Contraindicações: Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer excipiente. Ver contraindicações da quimioterapia de depleção linfocitária. Advertências e precauções especiais de utilização: Adiar a perfusão se o doente apresentar reações adversas (RA) graves não resolvidas (em especial reações pulmonares, reações cardíacas ou hipotensão), incluindo as decorrentes de quimioterapias anteriores; infeção ativa não controlada ou doença ativa de enxerto contra hospedeiro. Os doentes tratados não devem doar sangue, órgãos, tecidos e células para transplante. A relação benefício/risco não foi estabelecida em doentes com linfoma do SNC. É necessário atenção especial nos doentes com doença ativa do SNC ou com inadequada função renal, hepática, pulmonar ou cardíaca. Quase todos os doentes apresentaram algum grau de síndrome de libertação de citocinas (SLC), tendo ocorrido muito frequentemente SLC grave, incluindo reações fatais e potencialmente fatais. Tem de haver, pelo menos, 1 dose de tocilizumab por doente tratado no centro para administração antes da perfusão. O centro de tratamento deve ter acesso a 1 dose adicional de tocilizumab no prazo de 8 horas após a dose anterior. Foram observadas muito frequentemente RA neurológicas graves, que podem ser fatais ou potencialmente fatais. É necessário monitorização particular para a SLC e RA neurológicas e estão disponíveis orientações de gestão específicas. Monitorizar quanto a sinais e sintomas de infeção antes, durante e após a perfusão. No caso de neutropenia febril, avaliar se existe infeção e tratar com antibióticos de largo espetro, fluídos e outros cuidados de suporte conforme clinicamente indicado. Pode ocorrer a reativação do VHB, a qual, em alguns casos, pode levar a hepatite fulminante, insuficiência hepática e morte. O rastreio de VHB, VHC e VIH deve ser realizado em antes de efetuar a colheita de células para produção de Yescarta ou Tecartus. Podem ocorrer citopenias prolongadas, hipogamaglobulinemia, reações alérgicas com a perfusão, desenvolvimento de neoplasias malignas secundárias, síndrome de lise tumoral (SLT, a qual pode ser grave). Os sinais e sintomas de SLT devem ser monitorizados e os acontecimentos tratados de acordo com as orientações padrão. Yescarta ou Tecartus não são recomendados se os doentes tiverem tido uma recidiva com doença CD19 negativa após a terapêutica anti-CD19 prévia. O nome e o n.º de lote do medicamento administrado e o nome do doente tratado devem ser mantidos por um período de 30 anos. Está previsto que os doentes sejam inscritos num registo para seguimento. Considerar as advertências e precauções relativas à quimioterapia de depleção linfocitária. INterações medicamentosas e outras formas de interação: Não foram realizados estudos de interação com Yescarta ou Tecartus. Não é recomendada a administração com vacinas de agentes virais vivos durante, pelo menos, 6 semanas antes do início da quimioterapia de depleção linfocitária, durante o tratamento e até à recuperação do sistema imunitário após o tratamento. EFEITOS INDESEJÁVEIS: Yescarta: Muito frequentes: Infeções não especificadas; infeções virais e bacterianas; leucopenia; neutropenia; anemia; trombocitopenia; SLC; desidratação; diminuição do apetite; hipofosfatemia; hiponatremia; hipoalbuminemia; perda de peso; delírio; ansiedade; encefalopatia; dor de cabeça; tremor; tonturas; afasia; taquicardia; arritmia; hipotensão; hipertensão; tosse; dispneia; hipoxia; derrame pleural; diarreia; náuseas; vómitos; obstipação; dor abdominal: boca seca; disfunção motora; dor nas extremidades; dor nas costas; artralgia; dor muscular; fadiga; pirexia; edema; arrepios; aumento dos níveis de ALT e AST. Frequentes: Infeções fúngicas; coagulopatia; hipersensibilidade; histiocitose hematofágica; hipocalcemia; hipogamaglobulinemia, insónia; ataxia; neuropatia; convulsão; discalculia; mioclonia; paragem cardíaca; insuficiência cardíaca; trombose; síndrome de transudação capilar; edema pulmonar; erupção cutânea; insuficiência renal, aumento dos níveis de bilirrubina e disfagia. Pouco frequentes: edema da medula espinal, mielite e tetraplegia. Tecartus: Muito frequentes: Infeções não especificada, infeções virais, bacterianas e fúngicas, neutropenia, linfopenia, leucopenia, anemia, trombocitopenia, coagulopatia, SLC, hipogamaglobulinemia, hipofosfatemia, diminuição do apetite, insónia, delírio, ansiedade, encefalopatia, tremor, cefaleia, afasia, tonturas, neuropatia, taquicardias, bradicardias, hipotensão, hipertensão, trombose, tosse, derrame pleural, dispneia, hipoxia, obstipação, náuseas, diarreia, dor na boca, dor abdominal, vómitos, disfagia, erupção cutânea, disfunção motora, dor musculosquelética, insuficiência renal, débito urinário diminuído, fadiga, edema, pirexia, dor, arrepios, aumento da AST e da ALT, hipocaliemia, hiponatremia, hipocalcemia e ácido úrico no sangue aumentado. Frequentes: Desidratação, hipoalbuminemia, Ataxia, convulsão, pressão intracraniana aumentada, arritmias não ventriculares, hemorragia, insuficiência respiratória, edema pulmonar e boca seca. Consultar o RCM para mais informações. Data de aprovação do texto do RCM: abril 2021 (Yescarta)/dezembro 2020 (Tecartus).

▼Após a aprovação da AIM, este medicamento encontra-se sujeito a monitorização adicional, conforme indicado pela presença deste triângulo preto invertido. Quaisquer suspeitas de RA ao Yescarta® ou Tecartus® devem ser notificadas à Gilead Sciences, Lda., via e-mail para portugal.safety@gilead.com ou telefone para +351217928790 e/ou ao INFARMED, I.P., através do sistema nacional de notificação, via e-mail para farmacovigilancia@infarmed.pt ou telefone para +351217987373.

Para mais informações deverá contactar o titular da autorização de introdução no mercado. Medicamentos de receita médica restrita, de utilização reservada a certos meios especializados. Yescarta - Medicamento sujeito a avaliação prévia concluída ao abrigo do artigo 25º do Decreto-Lei N.º 97/2015 de 1 de junho. Tecartus - Medicamento sujeito a avaliação prévia.