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Sexta, 29 de Outubro de 2021

Gisela João e Justin Stanton apresentam ‘Voltei’, uma música tributo para todas as pessoas que vivem com cancro da mama

Para quem tem uma doença, o tempo pode ser um amigo e um inimigo: o tempo do diagnóstico, quando precoce, que ajuda a salvar vidas; o tempo do tratamento, que se quer rápido; o tempo da recuperação, que se deseja curto. No cancro da mama, o tempo pode ser sinónimo de vida e é sobre a vida que canta Gisela João.

Numa parceria com a Roche, a artista lança a música ‘Voltei’ para homenagear todas as pessoas que vivem com um diagnóstico de cancro da mama. Um tributo a doentes, familiares, cuidadores, profissionais de saúde e em especial à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Para além da música, a artista, que sobe aos palcos dos Coliseus para dois concertos, nos dias 5 e 13 de novembro, em Lisboa e Porto respetivamente, fará reverter 1€ do valor de cada bilhete vendido a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro.

Na lista dos tumores com maior taxa de incidência, o cancro da mama assume a liderança. De acordo com os dados mais recentes, em 2020 contaram-se, em todo o mundo, 2,2 milhões de novos casos (11.7% do total) e 684.996 mortes (6.9%). Uma liderança também assumida em Portugal, onde se contaram, no mesmo ano, 7.041 novos casos (11.6%) e 1.864 vidas perdidas para a doença. Em vésperas do Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama, é tempo de reforçar a importância dos rastreios, que a pandemia forçou, em muitos casos, a adiar e do diagnóstico precoce, para que os doentes possam ganhar tempo de vida e qualidade da mesma.

Gisela João confessa que a ideia de fazer uma música capaz de representar a importância deste tempo foi um verdadeiro desafio. “Eu queria fazer, mas ao mesmo tempo pensei: eu não consigo. A responsabilidade era muito grande. Tinha de escrever uma letra que falasse sobre um processo que é violentíssimo, esta proximidade da morte, esta noção de finitude que temos todos, mas na qual nunca pensamos.”

A inspiração surgiu da sua experiência e do contacto com pessoas que já tiveram cancro. “O tempo é muito importante e aquilo que foi ficando mais claro na minha cabeça é que as pessoas que conseguiram sobreviver e vencer este ‘mauzão’ passaram a valorizar muito mais o seu tempo e foram salvas pelo tempo, a maioria delas. Porque com diagnósticos feitos a tempo conseguiram ter tratamentos mais eficazes e mais tempo para viver.”

A música chama-se ‘Voltei’. E isto porque, explica a artista, “sempre que pensava em alguém que superava o cancro, a coisa que mais ressoava na minha cabeça era o voltar. Porque a pessoa pára durante o período em que está a fazer os tratamentos, a vida entra em pausa, os abraços ficam em pausa...”

“Eu não tive cancro”, acrescenta, “mas tive uma experiência de quase morte e também me lembrei o que é que eu mais queria: queria abraços, queria ver o mar, queria dançar, o movimento do corpo à vontade. Porque as pessoas que passam pelos tratamentos de cancro ficam muito débeis e o movimento não é o mesmo e, quando ultrapassam a doença, passam a ter de volta o movimento, podem rir, podem dançar, podem gritar, podem ver o céu, e a inspiração vem muito daí. Musicalmente, o tempo está lá, parece um relógio, porque afinal o tempo fica e a gente é que vai passando. E a música é sobre isso, o voltar à vida”.

Link para vídeo da música: www.youtube.com/watch?v=gT5g8NLNl_k