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Terça, 26 de Janeiro de 2021

GSK apresenta dados positivos de eficácia de dostarlimab em tumores sólidos que apresentam deficiência de reparação de emparelhamento do DNA (Mismatch Repair – dMMR)

  • Os dados da coorte F do estudo de GARNET revelam uma taxa de resposta objetiva (ORR) de 38,7% com dostarlimab, em doentes com tumores sólidos avançados do tipo dMMR
  • Respostas duradouras em todos os tipos de tumor

A GlaxoSmithKline (GSK) anunciou dados atualizados da coorte F de GARNET, que avaliaram dostarlimab em tumores sólidos avançados não-endometriais do tipo dMMR. Os dados foram apresentados no Simpósio 2021 da Sociedade Americana de Oncologia Clínica de Cancro Gastrintestinal (ASCO GI). Os resultados do estudo (resumo # 9) mostraram uma ORR=38,7% (N = 106, IC de 95%; 29,4-48,6), em doentes com tumores sólidos avançados do tipo dMMR que receberam dostarlimab, um anticorpo monoclonal anti-programmed death-1 (PD-1) em investigação clínica. Adicionalmente, após uma mediana de follow-up de 12,4 meses, a mediana da duração de resposta (mDOR) ainda não tinha sido alcançada e as respostas duráveis eram transversais em todos os tipos de tumor.

Estamos empenhados em procurar novas abordagens para melhorar os resultados de doentes com tumores de difícil tratamento, que atualmente têm opções limitadas. Estes novos resultados do estudo em curso GARNET demonstram o potencial do dostarlimab para ajudar um amplo grupo de doentes com tumores sólidos que apresentam deficiência no mecanismo de reparação de emparelhamento do DNA”, referiu o Dr. Axel Hoos, Senior Vice President and Head of Oncology R&D da GSK.

A coorte F do estudo GARNET envolveu doentes com tumores sólidos não-endometriais do tipo dMMR, na sua maioria tumores gastrointestinais, com maior prevalência de cancro colorretal, gástrico e do intestino delgado, entre outros tumores sólidos. A maioria destes doentes (n = 81) tinha sido previamente exposta a pelo menos duas linhas de tratamentos com terapêutica sistémica. Os doentes receberam 500 mg de dostarlimab a cada três semanas em quatro doses e 1.000 mg de dostarlimab a cada seis semanas por um período de até dois anos, ou até à progressão da doença ou interrupção. Os objetivos primários do estudo foram a ORR e a mDOR, conforme avaliado pelos critérios RECIST v 1.1 segundo revisão central independente e cega.

As ORRs foram consistentes em doentes com cancro colorretal (n = 69) e não colorretal (n = 37), incluindo intestino delgado, estômago, pâncreas, ovário, fígado e outros tipos de tumores sólidos. Em doentes com cancro colorretal, a ORR foi de 36,2% (IC 95%; 25,0–48,7) e em doentes com cancro não colorretal a ORR foi de 43,2% (IC 95%; 27,1–60,5). 8% dos doentes na coorte F obtiveram uma resposta completa.

“Os doentes que participaram da coorte F de GARNET tinham tumores sólidos do tipo dMMR com doença progressiva em terapêutica standard e poucas opções de tratamento disponíveis. Estes dados demostram que dostarlimab pode tornar-se uma nova opção de tratamento importante, que oferece respostas duradouras para estes doentes”, defendeu Thierry André, Professor de Oncologia Médica na Sorbonne University and Saint-Antoine Hospital, em Paris.

O dostarlimab foi bem tolerado com uma baixa taxa de descontinuação (3,5%) por efeitos adversos relacionados com o tratamento, entre os doentes que receberam uma ou mais doses de dostarlimab e avaliados quanto à segurança (n = 144). Os efeitos adversos relacionados com o tratamento mais relatados foram astenia (13%), diarreia (13%), prurido (13%), artralgia (9%) e fadiga (9%). Os efeitos adversos relacionados com o tratamento de grau 3 ou superior ocorreram em 8% dos doentes. Nenhuma morte associada ao dostarlimab foi relatada no estudo.

Um pedido de licença biológica e um pedido de autorização para comercialização do dostarlimab estão atualmente em análise pelas entidades reguladoras do medicamento dos Estados Unidos da América e da União Europeia, Food and Drug Administration (FDA) e Agência Europeia do Medicamento (EMA), respetivamente, para o tratamento de doentes com cancro do endométrio recidivante ou avançado do tipo dMMR / alta instabilidade de microsatélites (MSI-H), que progrediram com ou após a quimioterapia à base de platina. O dostarlimab ainda não está aprovado para uso em nenhuma parte do mundo.

Sobre GARNET

O ensaio clínico de fase I e em curso GARNET pretende avaliar o dostarlimab como monoterapia em doentes com tumores sólidos avançados. A parte 2B do estudo inclui cinco coortes de expansão: cancro do endométrio do tipo dMMR/ MSI-H (coorte A1), cancro do endométrio proficiente em reparação de emparelhamento / estável em microssatélites (MMRp / MSS) (coorte A2), cancro de pulmão de não-pequenas células (coorte E), coorte em cesta de cancro não-endometrial do tipo dMMR / MSI-H ou de tumor sólido com mutação POLE (coorte F) e cancro de ovário resistente à platina sem mutações BRCA (coorte G). O estudo GARNET está a decorrer e a recrutar doentes i.

Sobre Dostarlimab

O dostarlimab é um anticorpo monoclonal humanizado anti-PD-1, recetor com o qual se liga com alta afinidade, e bloqueia a sua interação com os ligandos PD-L1 e PD-L2 ii. Além do estudo GARNET, dostarlimab está a ser estudado em outros ensaios com permissão de registo, incluindo o ensaio de fase III RUBY com doentes com cancro do endométrio avançado recidivante ou primário em combinação com tratamento standard of care de quimioterapiaiii e o ensaio de fase III FIRST da terapêutica baseada em platina com dostarlimab e niraparib versus terapêutica standard of care de platina como tratamento de primeira linha do cancro epitelial do ovário não mucinoso em estadio III ou IV. O dostarlimab também está a ser avaliado em combinação com outros agentes terapêuticos para doentes com tumores sólidos avançados ou cancro metastático.

O dostarlimab foi desenvolvido pela AnaptysBio e TESARO, Inc. sob um Contrato de Licença de Colaboração Exclusiva assinado em março de 2014. A colaboração resultou em três anticorpos monoespecíficos que progrediram para estudo clínico. São eles: dostarlimab (GSK4057190), um antagonista de PD-1; cobolimab, (GSK4069889), um antagonista de TIM-3; e GSK4074386, um antagonista de LAG-3. A GSK é responsável pela investigação, desenvolvimento, comercialização e fabrico contínuos de cada um desses produtos sob o Contrato.

GSK em Oncologia

A GSK está empenhada em maximizar a sobrevivência das pessoas que vivem com cancro, através de medicamentos transformadores. O pipeline da GSK foca-se na imuno-oncologia, terapia celular, epigenética do cancro e letalidade sintética. O nosso objetivo é alcançar um ritmo sustentável de novos tratamentos, baseados num portfólio diversificado de medicamentos em investigação, com recurso a pequenas moléculas, anticorpos, conjugados anticorpo-fármaco e células, isoladamente ou em combinação.

Sobre a GSK

A GSK é uma multinacional farmacêutica, impulsionada pela ciência e inovação, com um propósito especial: ajudar as pessoas a fazerem mais, sentirem-se melhor e viverem mais tempo. Para saber mais: www.gsk.pt

Referências

i A Phase 1 Dose Escalation and Cohort Expansion Study of TSR-042, an Anti-PD-1 Monoclonal Antibody, in Patients with Advanced Solid Tumors (GARNET). ClinicalTrials.gov. https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT02715284. Accessed December 2020.

ii Laken H, Kehry M, Mcneeley P, et al. Identification and characterization of TSR-042, a novel anti-human PD-1 therapeutic antibody. European Journal of Cancer. 2016;69,S102. doi:10.1016/s0959-8049(16)32902-1.

iii A Study of Dostarlimab (TSR-042) Plus Carboplatin-paclitaxel Versus Placebo Plus Carboplatin-paclitaxel in Patients with

Recurrent or Primary Advanced Endometrial Cancer (RUBY). https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03981796. Accessed December 2020.