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Quarta, 13 de Janeiro de 2021

KTE-X19 (Tecartus) obtém Autorização Condicional de Introdução no Mercado na UE para o tratamento do Linfoma de Células do Manto Refratário ou Recidivante

A Kite, uma empresa da Gilead, anuncia que a Comissão Europeia concedeu autorização condicional de introdução no mercado para o Tecartus®, células CD3+ autólogas transduzidas com anti-CD19, uma terapia celular CAR-T (Chimeric Antigen Receptor CAR), para doentes adultos com linfoma de células do manto recidivante ou refratário, após duas ou mais linhas de terapia sistémica, incluindo um inibidor da tirosina cinase de Bruton (BTK). A autorização condicional é concedida como via de acesso precoce a medicamentos que demonstrem efeitos terapêuticos promissores, mas para os quais ainda não estão disponíveis dados abrangentes.

A autorização condicional de introdução no mercado é suportada por dados do ensaio clínico ZUMA-2, de Fase 2, multinacional, de braço único e aberto em doentes com linfoma de células do manto recidivante ou refratário que tinham anteriormente recebido quimioterapia contendo antraciclina ou bendamustina, um anticorpo anti-CD20 e um inibidor BTK. O ZUMA-2 demonstrou, numa análise predefinida em 60 doentes, uma taxa de resposta global (completa e parcial) de 93%, com 67% dos doentes a alcançarem uma resposta completa, tendo sido avaliada por uma Comissão de Revisão Independente após uma única infusão de células CD3+ autólogas anti-CD19 (seguimento mediano de 12,3 meses). Na análise de segurança, a síndrome de libertação de citocinas (SLC) e os eventos neurológicos de grau 3 ou superior foram observados em 15% e 31% dos doentes, respetivamente.[i]

“Existem lacunas significativas no tratamento de doentes com linfoma de células do manto que progridem após terapias iniciais", disse o Professor John G. Gribben, Consultor Hematologista e Médico Oncologista na Barts and The London NHS Trust, Londres. "A disponibilização desta primeira terapia celular para linfoma de células do manto recidivante ou refratário, após pelo menos duas linhas de terapia sistémica, proporciona uma opção importante para os doentes na União Europeia.”

“A Kite está empenhada em levar o potencial da terapia celular CAR-T a doentes com cancros hematológicos, como tal, estamos orgulhosos por a nossa segunda terapia celular ter sido aprovada para utilização na União Europeia," disse Ken Takeshita, MD, Global Head of Clinical Development da Kite. "Os meus agradecimentos aos doentes que participaram no ensaio clínico e às suas famílias e cuidadores, investigadores clínicos, reguladores e colegas dedicados da Kite que tornaram esta aprovação possível para doentes europeus que vivem com linfoma de células do manto recidivante ou refratário.”

O linfoma de células do manto é uma forma rara de linfoma não-Hodgkin que surge de células originárias da região do folículo linfoide denominada manto e afeta principalmente homens com mais de 60 anos de idade.[ii],[iii] Os doentes com linfoma de células do manto recidivante ou refratário, após duas ou mais linhas de terapia sistémica, incluindo um BTK, têm um mau prognóstico, com uma mediana de sobrevivência global de 6 a 10 meses.1 Na Europa, estima-se que, pelo menos, 7.400 pessoas sejam diagnosticadas todos os anos com linfoma de células do manto.2,[iv]

O Tecartus® é uma terapia celular CAR- T anti-CD19 autóloga, um tratamento personalizado que utiliza o sistema imunitário do próprio doente para atingir as células tumorais. O Tecartus® é fabricado de acordo com o processo XLP™ que inclui o enriquecimento das células T, um passo necessário em certas doenças malignas de células B nas quais os linfoblastos circulantes são uma característica comum. Como reconhecimento do seu potencial para beneficiar doentes com necessidades médicas significativas não satisfeitas, foi concedida ao Tecartus® a designação de Medicamento Prioritário (PRIME) pela EMA.

A AIM condicional na União Europeia é inicialmente válida por um ano, mas pode ser prorrogada ou convertida numa AIM sem restrições após a apresentação e avaliação de dados de confirmação adicionais. A AIM condicional é concedida a um medicamento que preenche uma necessidade médica não satisfeita, quando o benefício da sua disponibilidade imediata supera o risco de dados menos abrangentes do que os normalmente exigidos. São necessários dados pós-comercialização e de monitorização adicionais antes de ser concedida a aprovação completa.

[i] Wang M., Munoz J., Goy A., et al. KTE-X19 CAR T-Cell Therapy in Relapsed or Refractory Mantle-Cell Lymphoma. N Engl J Med. 2020;382:1331-1342.

[ii] Dreyling M., Campo E., Hermine O., et al. Newly diagnosed and relapsed mantle cell lymphoma: ESMO Clinical Practice Guidelines for diagnosis, treatment and follow-up. Annals of Oncology. 2017 July; 28 (4): iv62-iv71.

[iii] Sharma S & Sweetenham J. Mantle Cell Lymphoma: Are New Therapies Changing the Standard of Care? EMJ Oncol. 2018;6{1}:109-119.

[iv] United Nations. World Population Prospects 2019. Available at: https://population.un.org/wpp/DataQuery/. Accessed: December 2020.

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Gilead Sciences, Lda., Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha nº 1 – 8º A e B, 1050‐094 Lisboa Portugal, Tel.: 21 792 87 90 – Fax: 21 792 87 99 – Nº de contribuinte: 503 604 704, Informação Médica através do nº verde 800 207 489 ou departamento.medico@gilead.com, Poderá comunicar informação de segurança, incluindo acontecimentos adversos a medicamentos ou situações especiais (ex. gravidez, má utilização, erros de medicação, utilização fora das indicações aprovadas, falta de efeito/eficácia) à Gilead Sciences por telefone, fax ou correio eletrónico para portugal.safety@gilead.com e/ou ao INFARMED através de http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram. PT-CTH-2021-01-0002, Data de preparação: janeiro 2021

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM O RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

▼Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver RCM completo.

NOME DO MEDICAMENTO E FORMA FARMACÊUTICA: Tecartus 0,4 – 2 x 108 células dispersão para perfusão COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Tecartus (células CD3+ autólogas transduzidas com anti CD19) é um medicamento de terapia genética com células T autólogas, geneticamente modificadas, dirigidas para o CD19. Cada saco de perfusão único, específico do doente, contém uma dispersão de células T CAR anti-CD19 em aproximadamente 68 ml para uma dose alvo de 2 × 106 células T CAR anti-CD19 positivas viáveis/kg de peso corporal (intervalo: 1 × 106 – 2 × 106 células/kg), com um máximo de 2 × 108 células T CAR anti-CD19 positivas viáveis. Cada saco de Tecartus contém 300 mg de sódio e 0,05 ml de dimetilsulfóxido por mililitro. Indicações terapêuticas: Tratamento de doentes adultos com linfoma de células do manto (LCM) recidivante ou refratário após duas ou mais linhas de terapêutica sistémica, incluindo um inibidor da tirosina cinase de Bruton. Posologia e modo de administração: Tecartus destina-se apenas para utilização autóloga e a ser administrado por perfusão intravenosa (IV) em ambiente clínico qualificado. Deve ser administrado um regime de quimioterapia de depleção linfocitária, composto por 500 mg/m2 de ciclofosfamida por via IV e 30 mg/m2 de fludarabina por via IV, no 5.º, 4.º e 3.º dia anteriores à perfusão de Tecartus. Recomenda-se pré-medicação com paracetamol (500 a 1000 mg por via oral) e difenidramina (12,5 mg a 25 mg por via IV ou oral, ou equivalente). Não é recomendada a utilização profilática de corticosteroides sistémicos. A totalidade do conteúdo do saco de Tecartus deve ser perfundida num período de 30 minutos, por ação da gravidade ou bomba peristáltica. Tecartus não pode ser irradiado. Não utilizar um filtro de leucodepleção. Consultar o RCM para orientações sobre a preparação, manuseamento, administração e eliminação de Tecartus. Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos. Não existe experiência clínica em doentes com infeção ativa por VIH, VHB ou VHC. A segurança e eficácia em crianças e adolescentes Contraindicações: Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer excipiente. Devem ser tidas em consideração as contraindicações da quimioterapia de depleção linfocitária. Advertências e precauções especiais de utilização: Para assegurar a rastreabilidade, o nome e o número de lote do medicamento e o nome do doente tratado devem ser mantidos por um período de 30 anos. Têm de ser tidas em consideração as advertências e precauções relativas à quimioterapia de depleção linfocitária. O doente deve ser monitorizado diariamente durante os primeiros 10 dias após a perfusão e depois de acordo com o critério do médico. O doente deve manter-se próximo de uma unidade clínica qualificada durante, pelo menos, 4 semanas após a perfusão. A perfusão deve ser adiada se o doente apresentar reações adversas (RA) graves não resolvidas (em especial reações pulmonares, reações cardíacas ou hipotensão), incluindo as decorrentes de quimioterapias anteriores; infeção ativa não controlada, doença inflamatória ativa ou doença ativa de enxerto contra hospedeiro. O rastreio de VHB, VHC e VIH deve ser realizado antes de se efetuar a colheita das células para o fabrico de Tecartus. Os doentes tratados com Tecartus não devem doar sangue, órgãos, tecidos e células para transplante. A relação benefício-risco de Tecartus não foi estabelecida em doentes com linfoma do SNC ativo. É necessário atenção especial nos doentes com doença ativa do SNC ou com inadequada função renal, hepática, pulmonar ou cardíaca. Quase todos os doentes apresentaram algum grau de síndrome de libertação de citocinas (SLC), tendo ocorrido muito frequentemente SLC grave, que pode ser potencialmente fatal, com tempo mediano até ao início de 3 dias. A SLC deve ser gerida segundo o critério do médico, com base na manifestação clínica do doente e de acordo com o algoritmo de gestão da SLC indicado no RCM de Tecartus. Tem de haver, pelo menos, uma dose de tocilizumab por doente no centro para administração antes da perfusão de Tecartus. O centro de tratamento deve ter acesso a uma dose adicional de tocilizumab no prazo de 8 horas após a dose anterior. Foram observadas muito frequentemente reações adversas neurológicas graves que podiam ser potencialmente fatais com um tempo mediano até ao início de 8 dias. É necessário monitorização particular para a SLC e RA neurológicas e estão disponíveis orientações de gestão específicas no RCM. Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais e sintomas de infeção antes, durante e após a perfusão de Tecartus e tratados de forma apropriada. Devem ser administrados antimicrobianos profiláticos de acordo com as orientações da instituição. No caso de neutropenia febril, avalie se existe infeção e trate com antibióticos de largo espetro, fluídos e outros cuidados de suporte conforme clinicamente indicado. Pode ocorrer a reativação do VHB, a qual, em alguns casos, pode levar a hepatite fulminante, insuficiência hepática e morte. Podem ocorrer citopenias prolongadas, pelo que deve ser feita a monitorização da contagem de células sanguíneas após a perfusão de Tecartus. Pode ocorrer hipogamaglobulinemia, pelo que os níveis de imunoglobulina devem ser monitorizados após o tratamento com Tecartus e geridos utilizando medidas preventivas de infeção, antibióticos profiláticos e terapêutica de substituição de imunoglobulina. Podem ocorrer reações alérgicas com a perfusão de Tecartus. Pode observar-se o desenvolvimento de neoplasias malignas secundárias, pelo que o seu aparecimento deve ser monitorizado. Pode ocorrer síndrome de lise tumoral (SLT), o qual pode ser grave. Os sinais e sintomas de SLT devem ser monitorizados e os acontecimentos tratados de acordo com as orientações padrão. Tecartus não é recomendado se os doentes tiverem tido uma recidiva com doença CD19 negativa após a terapêutica anti-CD19 prévia. INterações medicamentosas e outras formas de interação: Não foram realizados estudos de interação. Não é recomendada a administração com vacinas de agentes virais vivos durante, pelo menos, 6 semanas antes do início da quimioterapia de depleção linfocitária, durante o tratamento com Tecartus e até à recuperação do sistema imunitário após o tratamento com Tecartus. EFEITOS INDESEJÁVEIS: Muito frequentes: Infeções por agente patogénico não especificado, infeções virais, infeções bacterianas, infeções fúngicas, neutropenia, linfopenia, leucopenia, anemia, trombocitopenia, coagulopatia, SLC, hipogamaglobulinemia, hipofosfatemia, diminuição do apetite, insónia, delírio, ansiedade, encefalopatia, tremor, cefaleia, afasia, tonturas, neuropatia, taquicardias, bradicardias, hipotensão, hipertensão, trombose, tosse, derrame pleural, dispneia, hipoxia, obstipação, náuseas, diarreia, dor na boca, dor abdominal, vómitos, disfagia, erupção cutânea, disfunção motora, dor musculosquelética, insuficiência renal, débito urinário diminuído, fadiga, edema, pirexia, dor, arrepios, alanina aminotransferase aumentada, aspartato aminotransferase aumentada, hipocaliemia, hiponatremia, hipocalcemia e ácido úrico no sangue aumentado. Frequentes: Desidratação, hipoalbuminemia, Ataxia, convulsão, pressão intracraniana aumentada, arritmias não ventriculares, hemorragia, insuficiência respiratória, edema pulmonar e boca seca. Consultar o RCM para mais informações. Data de aprovação do texto do RCM: dezembro 2020.

▼Após a aprovação da Autorização de Introdução no Mercado, este medicamento encontra-se sujeito a monitorização adicional, conforme indicado pela presença deste triângulo preto invertido. Quaisquer suspeitas de RA ao Tecartus® devem ser notificadas à Gilead Sciences, Lda., via e-mail para portugal.safety@gilead.com ou telefone para +351217928790 e/ou ao INFARMED, I.P., através do sistema nacional de notificação, via e-mail para farmacovigilancia@infarmed.pt ou telefone para +351217987373.

Para mais informações deverá contactar o titular da autorização de introdução no mercado. Medicamento de receita médica restrita, de utilização reservada a certos meios especializados. Medicamento sujeito a avaliação prévia.