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Segunda, 31 de Maio de 2021

Resultados positivos de Fase 3 para Libtayo® (cemiplimab) no cancro do colo do útero avançado apresentados no Plenário Virtual da ESMO

  • Libtayo é a primeira imunoterapia a demonstrar uma melhoria na sobrevivência global no cancro do colo do útero avançado, bem como na sobrevivência livre de progressão e na taxa de resposta objetiva, em comparação à quimioterapia
  • Foram observadas melhorias na sobrevivência global na população geral e nos subgrupos de carcinoma espinocelular e adenocarcinoma
  • Além disso, o estudo de Fase 3 encontrou diferenças significativas nos resultados reportados pelos doentes, favorecendo o Libtayo em relação à quimioterapia

Os resultados positivos do ensaio de Fase 3 que investiga o inibidor de PD-1 Libtayo® (cemiplimab) da Sanofi e da Regeneron em doentes com cancro do colo do útero recorrente ou metastático que tinham progredido anteriormente com quimioterapia foram partilhados hoje como parte de um Plenário Virtual da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology, ESMO). Os resultados somam-se aos dados partilhados anteriormente, que mostram uma melhoria na sobrevivência global (SG) com Libtayo em comparação com a quimioterapia, e constituirão a base das submissões regulamentares em 2021.

“Neste ensaio de Fase 3, o Libtayo demonstrou uma melhoria significativa na sobrevivência global em mulheres com cancro do colo do útero avançado após a progressão com quimioterapia, reduzindo o risco de morte em 31% em comparação com a quimioterapia na população globall”, disse Krishnansu S. Tewari, M.D., Professor e Diretor da Divisão de Oncologia Ginecológica na Universidade da Califórnia, Irvine e investigador do ensaio. “As melhorias na sobrevivência livre de progressão e na taxa de resposta objetiva também foram demonstradas na população globall em comparação com a quimioterapia. Em conjunto, este ensaio determinante – que incluiu doentes independentemente do estado de expressão de PD-L1 – ajuda a apoiar o uso de Libtayo como um potencial novo tratamento de segunda linha para mulheres com cancro do colo do útero avançado que enfrentam um prognóstico reservado e opções de tratamento limitadas.”

Na população global, os doentes tratados com Libtayo (n=304) apresentaram melhorias significativas na OS, sobrevida livre de progressão (PFS) e taxa de resposta objetiva (ORR, comparativamente com a quimioterapia (n=304), incluindo:

  • Redução de 31% no risco de morte (hazard ration [HR]: 0,69; intervalo de confiança [IC] de 95%: 0,56-0,84; p=0,00011) unilateral.
  • Redução de 25% no risco de progressão da doença (hazard ratio: 0,75; IC de 95%: 0,63-0,89; p=0,00048 unilateral).
  • ORR de 16% (50 doentes; IC de 95%: 13-21%; p=0,00004 unilateral), comparativamente a 6% com quimioterapia (19 doentes). A mediana da duração da resposta foi de 16 meses com Libtayo (IC de 95%: 12 meses a ainda não avaliável) e 7 meses com quimioterapia (IC de 95%: 5-8 meses), de acordo com as estimativas de Kaplan-Meier.

No ensaio, 78% das doentes tinham cancro do colo do útero avançado, que foi classificado como carcinoma espinocelular (CEC). Neste subgrupo de doentes, também foram observadas melhorias significativas com Libtayo (n=239), comparativamente à quimioterapia (n=238), incluindo:

  • Redução de 27% no risco de morte (Hazard ratio: 0,73; IC de 95%: 0,58-0,91; p=0,00306 unilateral).
  • Redução de 29% no risco de progressão da doença (Hazard ratio: 0,71; IC de 95%: 0,58-0,86; p=0,00026 unilateral).
  • ORR de 18% (42 doentes; IC de 95%: 13-23%), comparativamente a 7% com quimioterapia (16 doentes; IC de 95%: 4-11%).

Embora a avaliação do adenocarcinoma não tenha sido um parâmetro de avaliação pré-especificado, uma análise post-hoc demonstrou os seguintes resultados para doentes tratados com Libtayo (n=65) em comparação com quimioterapia (n=66), incluindo:

  • Redução de 44% no risco de morte (Hazard ratio: 0,56; IC de 95%: 0,36-0,85; p <0,005 nominal unilateral).
  • Redução de 9% no risco de progressão da doença (Hazard ratio: 0,91; IC de 95%: 0,62-1,34).
  • ORR de 12% (8 doentes; IC de 95%: 6-23%), comparativamente a 5% com quimioterapia (3 doentes; IC de 95%: 1-13%).

Além disso, o ensaio de Fase 3 revelou que os doentes tratados com Libtayo conseguiram melhorar na generalidade ou manter o seu Estado de Saúde Global/Qualidade de Vida (GHS/QoL) inicial ao longo do tempo, enquanto os doentes tratados com quimioterapia apresentaram uma deterioração que se tornou clinicamente significativa a partir do ciclo 8, de acordo com EORTC QLQ-C30 (alteração média estimada global [IC de 95%]: melhoria de 1,01 [-2,033, 4,047] para Libtayo, agravamento de -6,81 [-10,977, -2,637] para quimioterapia; diferença: 7,81; p=0,00040 nominal unilateral).

Não foram observados novos sinais de segurança de Libtayo. A segurança foi avaliada em doentes que receberam pelo menos 1 dose do tratamento do estudo: 300 doentes no grupo de Libtayo (mediana duração da exposição: 15 semanas; intervalo: 1-101 semanas) e 290 doentes no grupo de quimioterapia (mediana duração da exposição: 10 semanas; intervalo: 1-82 semanas). Foram observados reações adversos (RA) em 88% dos doentes tratados com Libtayo e em 91% dos doentes tratados com quimioterapia, sendo que as reações que ocorreram em 15% ou mais dos doentes tratados com Libtayo foram anemia (25% com Libtayo, 45% com quimioterapia), náuseas (18% com Libtayo, 33% com quimioterapia), fadiga (17% com Libtayo, 16% com quimioterapia), vómitos (16% com Libtayo, 23% com quimioterapia), diminuição do apetite (15% com Libtayo, 16% com quimioterapia) e obstipação (15% com Libtayo, 20% com quimioterapia). As RA de grau 3 ou superior ocorreram em 45% dos doentes tratados com Libtayo e 53% dos doentes tratados com quimioterapia. Entre as RA que ocorreram em 15% ou mais doentes, as RA de Grau 3 ou superior que ocorreram mais frequentemente no grupo do Libtayo incluíram astenia (2% Libtayo, 1% quimioterapia) e pirexia (menos de 1% Libtayo, 0% quimioterapia). Foram observadas RA imunomediadas em 16% dos doentes tratados com Libtayo e em menos de 1% dos doentes tratados com quimioterapia, sendo 6% e menos de 1% de grau 3 ou superior, respetivamente. As descontinuações devido a RA ocorreram em 8% dos doentes tratados com Libtayo e 5% dos doentes tratados com quimioterapia.

A utilização de Libtayo no cancro do colo do útero avançado é experimental e não foi totalmente revista por nenhuma autoridade regulamentar.