Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade e o uso de cookies ACEITAR
Quinta, 14 de Outubro de 2021

Chega a Portugal a Lung Life, uma plataforma para melhorar a informação e contribuir para a qualidade de vida dos doentes com DPOC

Saber mais sobre a saúde dos pulmões e estimular um diálogo entre a pessoa e o profissional de saúde é o grande objetivo da plataforma online Lung Life, uma iniciativa da Boehringer Ingelheim que visa motivar tanto os doentes diagnosticados com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) como as pessoas não diagnosticadas que vivem com a doença e não sabem. Uma plataforma que conta com o apoio do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (GRESP), do Núcleo de Estudos de Doenças Respiratórias da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (NEDResp), da Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (RESPIRA) e da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e que, segundo Alfredo Martins, coordenador do NEDResp, “vai permitir aumentar a possibilidade e a probabilidade de o doente conhecer melhor a doença e os seus sintomas”, assim como “contribuir para um melhor entendimento da sua progressão, facilitando tanto o diagnóstico, como a perceção do seu agravamento ou das suas melhorias e da resposta ao tratamento. Será também um importante instrumento de apoio para as decisões clínicas”.

A DPOC é uma doença que se pode prevenir e tratar.1 Segundo os dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), a prevalência estimada em Portugal é de 14,2% acima dos 40 anos (cerca de 800 mil pessoas). Isto apesar de aproximadamente 95% dos doentes com DPOC ligeira e 80% dos doentes com DPOC moderada permanecerem por diagnosticar.2 “Sabemos que a DPOC está muito subdiagnosticada”, confirma Paula Pinto, vice-presidente da SPP. Tal facto deve-se, não só à falta de informação, mas também a muitos doentes com DPOC não relatarem os seus sintomas ou demorarem a discuti-los com o médico, conduzindo a falhas na gestão da doença.

“O doente chega tarde ao diagnóstico porque se sente culpado e porque desvaloriza os sintomas”, refere a especialista. “O diagnóstico passa por fazer uma espirometria, um exame que mede a quantidade de ar que uma pessoa é capaz de inspirar ou expirar a cada vez que respira, ou seja, a quantidade de ar que um indivíduo é capaz de colocar para dentro e para fora dos pulmões e a velocidade com que o faz. É assim um exame indolor e que consegue medir a nossa capacidade respiratória.”

Para Paula Pinto, “a melhor medicina que deve ser praticada é a do modelo da decisão partilhada, ou seja, o médico tem de informar o doente e colocá-lo no centro da gestão da sua doença; portanto, o doente tem que estar informado do que é a sua doença e como a deve tratar e assim temos um compromisso”.

Daí a importância desta plataforma não só “para o doente com DPOC, mas também para o fumador ou ex-fumador, que ainda não sabe que tem DPOC”, pois o tabaco é a causa de “85% dos casos”, acrescenta Paula Pinto.

A Lung Life apresenta, para isso, duas ferramentas: a Lung Age e a Lung Check. A primeira permite “descobrir qual é a idade provável dos pulmões de uma pessoa, tendo em conta o sexo, a idade, altura e também o número de cigarros que fuma por dia, ou fumou, e os anos de tabagismo. O facto de se fumar tem um impacto negativo no pulmão e, portanto, leva ao seu envelhecimento mais acelerado, servindo a Lung Age para quantificar o impacto deste fator de risco na saúde pulmonar. O objetivo é sensibilizar a pessoa para que tente deixar de fumar”, explica Rui Costa, coordenador do GRESP.

A Lung Check é a segunda ferramenta, “para que as pessoas que já têm DPOC consigam avaliar como esta patologia afeta as suas vidas, tendo em atenção alguns aspetos importantes, tais como a presença ou não de sintomas, a fadiga, as emoções, o seu estado mental e funcional”, acrescenta.

A DPOC apresenta sintomas como “cansaço, falta de ar, tosse com expetoração”, refere Isabel Saraiva, presidente da RESPIRA. “Se a pessoa fuma e sistematicamente tem estes sintomas, deve procurar o seu médico, dizer-lhe que fuma e pedir orientação. É absolutamente fundamental que uma pessoa que fume pare imediatamente de fumar”, remata.

Descubra mais sobre a saúde dos seus pulmões em www.lunglife.com/pt

  1. NHS Choices (2019). Overview – Chronic obstructive pulmonary disease (COPD0. Available at https://www.nhs.uk/conditions/chronic-obstructive-pulmonary-disease-copd/
  2. Bio Medical Central. The prevalence of undiagnosed chronic obstructive pulmonary disease in a primary care population with respiratory tract infections – a case finding study. Available at: https://bmcfampract.biomedcentral.com/articles/10.1186/1471-2296-12-122

MPR-PT-100127_out2021