Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade e o uso de cookies ACEITAR
Sexta, 02 de Outubro de 2020

Durvalumab demonstrou uma sobrevivência sem precedentes no cancro do pulmão de não-pequenas células irressecável, em estádio III, com aproximadamente 50% dos doentes a sobreviverem quatro anos1

  • Os dados do estudo de fase III PACIFIC, apresentados na ESMO, revelaram também que em cerca de 35% dos doentes com cancro do pulmão de não-pequenas células tratados não houve progressão de doença quatro anos após o tratamento com Durvalumab1
  • Os dados do ensaio de fase III CASPIAN, também divulgados na ESMO, ressaltaram o benefício de longo prazo numa proporção de doentes com cancro do pulmão de pequenas células em doença extensa2

Os resultados atualizados do estudo de fase III PACIFIC mostraram que Durvalumab, da AstraZeneca, demonstrou um benefício de sobrevivência global (OS) e sobrevivência livre de progressão (PFS) clinicamente significativa em doentes com cancro do pulmão de não-pequenas células (CPNPC) irressecável, em estadio III, que não progrediram após quimiorradioterapia baseada em platina (CRT).1

Um em cada três doentes com CPNPC é diagnosticados no estádio III, onde a maioria dos tumores são irressecáveis (não podem ser removidos com cirurgia).3,4 Antes da aprovação de Durvalumab, há décadas que não estava disponível nenhum novo tratamento, além da CRT, para estes doentes.5,6,7

Os resultados das análises post-hoc atualizadas mostraram uma taxa de sobrevivência global aos quatro anos de 49,6% para Durvalumab versus 36,3% para o placebo, após a CRT. A OS mediana foi de 47,5 meses para Durvalumab versus 29,1 para placebo. Com um curso de tratamento máximo de um ano, estima-se que 35,3% dos doentes tratados com Durvalumab não progrediram nos quatro anos após entrada no ensaio, em comparação com 19,5% associado ao placebo.1 Estes dados baseiam-se na publicação do The New England Journal of Medicine de 2018, demonstrando um benefício significativo para Durvalumab no endpoint primário de sobrevivência global.8

Corinne Faivre-Finn, professora da The University of Manchester e do The Christie NHS Foundation Trust, e investigadora principal do estudo de fase III PACIFIC, disse: “Anteriormente, apenas 15 a 30 por cento dos doentes com cancro do pulmão de não-pequenas células, irressecável, em estádio III sobreviveram cinco anos e a maioria eventualmente evoluiu para doença metastática. Estes dados mostram que cerca de metade dos doentes tratados com Durvalumab sobreviveram quatro anos, e cerca de 35% não progrediram, um avanço notável neste cenário de intenção curativa.”

José Baselga, vice-presidente executivo de Oncology R&D, disse: “Estes resultados de quatro anos reforçam Durvalumab como o padrão estabelecido para o tratamento do cancro do pulmão de não-pequenas células irressecável, em estádio III e definem um novo padrão de sobrevivência num ambiente onde a cura é o objetivo do tratamento. Com dados também apresentados na ESMO, para CASPIAN em doentes com cancro do pulmão de pequenas células, Durvalumab continua a proporcionar benefícios impressionantes de longo prazo em diferentes tipos de cancro do pulmão.”

Na análise de OS inicial do estudo de fase III PACIFIC, os eventos adversos (EA) mais comuns (superiores ou iguais a 20%) entre os doentes tratados com Durvalumab versus placebo foram tosse (35,2% versus 25,2%), fadiga (24,0% versus 20,5%), dispneia (22,3% versus 23,9%) e pneumonite por radiação (20,2% versus 15,8%). Um EA de grau 3 ou 4 foi reportado em 30,5% dos doentes tratados com Durvalumab versus 26,1% para placebo, e 15,4% dos doentes interromperam o tratamento devido a AE com Durvalumab versus 9,8% para placebo.8

Análise exploratória de subgrupos do ensaio de fase III CASPIAN em cancro do pulmão de pequenas células (CPPC-DE) apresentados no Congresso Virtual da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) 2020

Foram realizadas novas análises exploratórias de subgrupos do estudo de fase III CASPIAN de Durvalumab para caracterizar os doentes que apresentam benefícios de longo prazo. A percentagem de doentes tratados com a combinação Durvalumab mais quimioterapia vivos e sem progressão por um ano ou mais (PFS ≥12 meses) versus quimioterapia sozinha é três vezes superior para Durvalumab (17% versus 4,5%). Em todos os braços do tratamento, o subgrupo de doentes sem progressão a um ano tinha 75% de probabilidade de estar vivo em dois anos. Em comparação, o subgrupo de doentes cuja doença havia progredido a um ano (PFS 2

Os doentes com PFS ≥12 meses receberam mais ciclos de tratamento com Durvalumab em comparação com doentes com PFS 2

O estudo CASPIAN alcançou o endpoint primário de OS em 2019, reduzindo o risco de morte em 27% nos doentes com CPPC-DE tratados com a combinação Durvalumab mais quimioterapia versus quimioterapia isolada. A segurança e tolerabilidade de Durvalumab mais quimioterapia foi consistente com os perfis de segurança conhecidos destes medicamentos. Estes resultados foram publicados no The Lancet em 2019 e consistiram a base das aprovações regulatórias em todo o mundo.9

Os resultados dos ensaios de fase III PACIFIC e CASPIAN foram apresentados durante o Congresso Virtual ESMO 2020.

Cancro do Pulmão

O cancro do pulmão é a principal causa de morte por cancro entre homens e mulheres e é responsável por cerca de um quinto de todas as mortes por cancro.10 O cancro do pulmão é amplamente dividido em CPNPC e CPPC, com cerca de 85% classificados como CPNPC e 15% classificados como CPPC. 11

O CPNPC em estádio III (localmente avançado) é comumente dividido em três subcategorias (IIIA, IIIB e IIIC), definidas tendo em conta o quanto o cancro se espalhou localmente e a possibilidade de cirurgia.12 A doença no estádio III é diferente da doença no estádio IV, quando o cancro se espalhou (metastatizou), já que a maioria dos doentes em estádio III é tratada com intenção curativa.12,13 Estima-se que, em 2015, o CPNPC em estádio III tenha afetado cerca de 200.000 doentes nos seguintes países: China, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e os EUA, com aproximadamente 43.000 casos apenas nos EUA.4

O CPPC é uma forma de cancro do pulmão altamente agressiva e de crescimento rápido que geralmente recorre e progride rapidamente, apesar da resposta inicial à quimioterapia.14,15 Cerca de dois terços dos doentes com CPPC são diagnosticados com doença em estádio avançado (doença extensa), na qual o cancro se espalhou amplamente através do pulmão ou para outras partes do corpo.16 O prognóstico é particularmente mau, uma vez que apenas 6% de todos os doentes com CPPC estarão vivos cinco anos após o diagnóstico.16

Sobre o PACIFIC

O PACIFIC é um ensaio clínico aleatorizado, com dupla ocultação, controlado por placebo, multicêntrico, de Durvalumab como opção de tratamento em doentes não selecionados (independentemente do grau de expressão de PD-L1) com CPCNP no estádio III (localmente avançado) e irressecável e cuja doença não progrediu após terapêutica com quimiorradioterapia baseada em platina.8

O ensaio está a ser realizado em 235 centros, em 26 países, envolvendo 713 doentes. Os objetivos primários do estudo são a sobrevivência livre de progressão e a sobrevivência global e os secundários incluem os parâmetros de sobrevivência livre de progressão e taxas de sobrevivência global, taxa de resposta objetiva e duração da resposta.8

CASPIAN

CASPIAN é um ensaio clínico de fase III global, randomizado, aberto, multicêntrico, para o tratamento de 1.ª linha de 805 doentes com CPPC-DE. O estudo comparou Durvalumab em combinação com etoposídeo e quimioterapia com carboplatina ou cisplatina, ou Durvalumab e quimioterapia com a adição de uma segunda imunoterapia, tremelimumab, versus quimioterapia isolada. Nos braços experimentais, os doentes foram tratados com quatro ciclos de quimioterapia. Em comparação, o braço de controlo permitiu até seis ciclos de quimioterapia e irradiação craniana profilática opcional.9

O ensaio foi realizado em mais de 200 centros de 23 países, incluindo os EUA, Europa, América do Sul, Ásia e Médio Oriente. O endpoint primário foi a OS em cada um dos dois braços experimentais. Em junho de 2019, a AstraZeneca anunciou que o estudo CASPIAN tinha atingido o endpoint primário de OS para Durvalumab mais quimioterapia, numa análise interina planeada. Em março de 2020, foi anunciado que o segundo braço experimental com tremelimumab não atingiu ao seu endpoint primário de OS.9

Sobre Durvalumab

Durvalumab é um anticorpo monoclonal humano que se liga a PD-L1 e bloqueia a interação de PD-L1 com PD-1 e CD80, contrariando as táticas de evasão imunológica do tumor e liberando a inibição de respostas imunes.

Durvalumab foi aprovado no cenário de intenção curativa de CPCNP de estádio III irressecável após quimiorradioterapia baseada em platina nos EUA, Japão, China, em toda a UE (com PD-L1 ≥ 1%) e em muitos outros países, com base no estudo de fase III PACIFIC. Durvalumab também foi aprovado para doentes previamente tratados com cancro da bexiga avançado nos Estados Unidos e em vários outros países. Além disso, está também aprovado nos EUA, UE, Japão e outros países para CPPC-DE.

Enquanto parte de um amplo programa de desenvolvimento, Durvalumab está também a ser testado como monoterapia e em combinações, incluindo tremelimumab, um anticorpo monoclonal anti-CTLA4 e um novo medicamento potencial, como tratamento para doentes com CPCNP, CPPC, cancro da bexiga, cancro da cabeça e pescoço, cancro do fígado, cancro do trato biliar, cancro cervical, cancro endometrial e outros tumores sólidos.

Sobre a AstraZeneca e o Cancro do Pulmão

A AstraZeneca com base na inovação e ciência está a desenvolver um portefólio de medicamentos destinados a doentes com cancro do pulmão. Desenvolvemos terapêuticas target que têm como alvo mutações moleculares em células tumorais ou que visam aumentar o poder da resposta imune contra o cancro. Estamos empenhados em transformar a vida dos doentes com cancro do pulmão, cujas opções de tratamento são atualmente limitadas.

Um extenso programa de desenvolvimento de Imuno-Oncologia concentra-se nos doentes com cancro do pulmão sem uma mutação genética direcionável, que representam até três quartos de todos os doentes com cancro do pulmão.17 Durvalumab um anticorpo anti-PD-L1, está em desenvolvimento para doentes com doença avançada (ensaios de Fase III POSEIDON e PEARL) e para doentes em estádios iniciais da doença, incluindo cenários potencialmente curativos (ensaios de Fase III MERMAID-1, AEGEAN, ADJUVANT BR.31, PACIFIC-2, PACIFIC-4, PACIFIC-5 e ADRIATIC), ambos como monoterapia e em combinação com tremelimumab e / ou quimioterapia.

Durvalumab está também em desenvolvimento nos ensaios NeoCOAST, COAST e HUDSON de fase II em combinação com novos medicamentos potenciais do pipeline de estágio inicial, incluindo Enhertu.

Sobre a abordagem da AstraZeneca à Imuno-Oncologia

A Imuno-Oncologia (IO) é uma abordagem terapêutica destinada a estimular o sistema imunitário do organismo para combater as células cancerígenas. Na AstraZeneca e na MedImmune, as nossas áreas de investigação e desenvolvimento biológico do portefólio de IO estão ancoradas em imunoterapias que acreditamos serem capazes de oferecer tratamentos que podem mudar a vida a um grande número de doentes.

A companhia está a realizar um programa de ensaio clínico abrangente que inclui Durvalumab como monoterapia e em combinação com tremelimumab em vários tipos de tumor, estádios de doença e linhas de terapêutica e, quando relevante, usa o biomarcador PD-L1 como uma ferramenta de tomada de decisão para definir o melhor caminho de potencial tratamento para um doente. Adicionalmente, a capacidade de combinar o portefólio IO com radiação, quimioterapia, pequenas moléculas direcionadas de todo o pipeline de Oncologia da AstraZeneca e de parceiros de investigação pode fornecer novas opções de tratamento numa ampla gama de tumores.

Sobre a AstraZeneca na Oncologia

A AstraZeneca tem um legado importante na área da Oncologia e oferece um portefólio de novos medicamentos que cresce rapidamente e que tem o potencial de transformar a vida dos doentes e o futuro da companhia. Com pelo menos seis novos medicamentos a lançar entre 2014 e 2020, e um amplo pipeline de pequenas moléculas e produtos biológicos em desenvolvimento, estamos empenhados em promover o avanço do tratamento oncológico, com ênfase nos cancros do pulmão, ovário, mama e hematológico. Associamos aos nossos investimentos a procura pelas melhores parcerias e investimentos inovadores capazes de acelerar a concretização da nossa estratégia.

Ao aproveitar o poder das nossas quatro plataformas científicas - Imuno-Oncologia, Mutações Tumorais e Mecanismos de Resistência, Resposta a Danos no ADN e Conjugados Anticorpo-fármaco - e defendendo o desenvolvimento de combinações personalizadas, a AstraZeneca tem o objetivo de redefinir o tratamento do cancro e, um dia, eliminar o cancro como causa de morte.

Sobre a AstraZeneca

A AstraZeneca é uma companhia biofarmacêutica global orientada para a inovação, focada na investigação, no desenvolvimento e na comercialização de medicamentos para o tratamento de várias patologias, em três áreas-terapêuticas chave - Oncologia, Cardiovascular, Renal e Doenças Metabólicas e Respiratória & Imunológica. Opera em mais de 100 países e os seus medicamentos inovadores são utilizados por milhões de pessoas a nível mundial. Para mais informações visite www.astrazeneca.com e www.astrazeneca.pt.

Referências

  1. Faive-Finn C. et al, Durvalumab after chemoradiotherapy in Stage III NSCLC: 4-year survival update from the Phase 3 PACIFIC trial, presented at ESMO Virtual Congress 2020
  2. Goldman JW. et al, Durvalumab ± tremelimumab + platinum-etoposide in 1L ES-SCLC: Characterisation of long-term clinical benefit and tumor mutational burden in CASPIAN, presented at ESMO Virtual Congress 2020
  3. Antonia SJ, et al. PACIFIC Investigators. Durvalumab After Chemoradiotherapy In Stage III Non-Small-Cell Lung Cancer. N Engl J Med. 2017;377(20):1919-1929.
  4. EpiCast Report: NSCLC Epidemiology Forecast to 2025. GlobalData. 2016.
  5. Curran WJ, et al. Sequential vs Concurrent Chemoradiation for Stage III Non–Small Cell Lung Cancer: Randomized Phase III Trial RTOG 9410. J Natl Cancer Inst. 2011;103(19):1452–1460.
  6. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology. Non-small cell lung cancer, version 8. 2017 Aug 3.
  7. Hanna N, et al. Current Standards and Clinical Trials in Systemic Therapy for Stage III Lung Cancer: What is New? Am Soc Clin Oncol Educ Book. 2015;e442-447.
  8. Antonia SJ, et al. Overall Survival with Durvalumab after Chemoradiotherapy in Stage III NSCLC. N Engl J Med. 2018;379(24):2342-2350.
  9. Paz-Ares, et al. Durvalumab Plus Platinum-Etoposide Versus Platinum-Etoposide in First-Line Treatment of Extensive-Stage Small Cell Lung Cancer (CASPIAN): A Randomized, Controlled, Open-Label, Phase 3 Trial. The Lancet. 2019;394(10,212):1929-1939.
  10. World Health Organization. International Agency for Research on Cancer. Lung Fact Sheet. Disponível em: http://gco.iarc.fr/today/data/factsheets/cancers/15-Lung-fact-sheet.pdf. Consultado em setembro de 2020.
  11. LUNGevity Foundation. Types of Lung Cancer. Available at https://lungevity.org/for-patients-caregivers/lung-cancer-101/types-of-lung-cancer. Consultado em setembro de 2020.
  12. ASCO. Cancer.net. Lung Cancer – Non-Small Cell. Disponível em: https://www.cancer.net/cancer-types/lung-cancer/view-all. Consultado em setembro de 2020.
  13. Cheema PK, et al. Perspectives on Treatment Advances For Stage III Locally Advanced Unresectable Non-Small-Cell Lung Cancer. Curr Oncol. 2019;26(1):37-42.
  14. Kalemkerian GP, et al. Treatment Options for Relapsed Small-Cell Lung Cancer: What Progress Have We Made? J Oncol Pract. 2018;14(6):369-370.
  15. National Cancer Institute. NCI Dictionary – Small Cell Lung Cancer. Disponível em https://www.cancer.gov/publications/dictionaries/cancer-terms/def/small-cell-lung-cancer. Consultado em setembro de 2020.
  16. Cancer.Net. Lung Cancer - Small Cell. Disponível em https://www.cancer.net/cancer-types/33776/view-all. Consultado em setembro de 2020.
  17. Pakkala, S, et al.Personalized therapy for lung cancer: striking a moving target. JCI Insight. 2018;3(15):e120858.

PT-7664, aprovado a 01/10/2020