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Segunda, 28 de Setembro de 2020

COMISSÃO EUROPEIA CONCEDE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO DO MEDICAMENTO JYSELECA® (FILGOTINIB) PARA O TRATAMENTO DE ADULTOS COM ARTRITE REUMATÓIDE ATIVA MODERADA A GRAVE

-- Jyseleca® Demonstrou Eficácia Duradoura e apresentou um Perfil de Segurança bem definido no tratamento da Artrite Reumatóide durante 52 Semanas em três estudos clínicos de Fase 3 --

A Gilead Sciences, Inc. (Nasdaq: GILD) e a Galápagos NV (Euronext & Nasdaq: GLPG) anunciaram que a Comissão Europeia (CE) concedeu a autorização de introdução no mercado para o medicamento Jyseleca® (filgotinib, comprimidos, 200 mg e 100 mg), um inibidor preferencial da JAK1, oral, de toma única diária, para o tratamento de doentes adultos com artrite reumatóide (AR) ativa, moderada a grave que tenham respondido inadequadamente ou sejam intolerantes a um ou mais medicamentos antireumatismais modificadores da doença (DMARD). O Jyseleca pode ser utilizado em monoterapia ou em associação com metotrexato (MTX).[i]

A AR é uma doença inflamatória crónica, progressiva e sistémica que pode levar à destruição significativa e irreversível das articulações, dor e incapacidade funcional.[ii] Na Europa vivem cerca de 3 milhões de pessoas com a AR,[iii] muitas das quais não conseguem controlar os sintomas a longo prazo, o que pode levar a crises mais frequentes e à progressão da doença, e pode ter um impacto significativo na sua qualidade de vida.[iv],[v]

"Apesar da disponibilidade das terapias existentes, são ainda necessárias novas opções de tratamento para ajudar a gerir da melhor forma o impacto da AR na vida diária dos doentes. O Jyseleca tem demonstrado um controlo robusto dos sintomas e prevenção da progressão da doença, com um perfil de segurança consistente em todo o programa de desenvolvimento clínico. Esta autorização de comercialização proporciona uma nova opção que é muito bem-vinda para as pessoas que vivem com esta doença debilitante e complexa na Europa", disse Peter C. Taylor, MA, BM, BCh, PhD, FRCP, Professor de Ciências Musculo-Esqueléticas na Universidade de Oxford.

A decisão da CE é suportada por dados de mais de 3.800 doentes tratados com Jyseleca através de ensaios clínicos programasde Fase 3 FINCH e de Fase 2 DARWIN.[vi]

"Estamos satisfeitos com a decisão regulamentar de hoje, o que significa que as pessoas que vivem com AR na Europa terão uma nova e importante opção de tratamento para as ajudar a gerir esta desafiante patologia", disse Daniel O'Day, Presidente e CEO da Gilead Sciences. "O Jyseleca é o primeiro medicamento da nossa parceria com a Galápagos a alcançar este marco histórico. Aguardamos com expetativa a continuação da nossa colaboração de longo prazo para que através dela possamos ajudar a abordar muitas áreas de necessidades médicas não preenchidas.”

"O anúncio de hoje é um orgulho para todos na Galápagos, reconhecendo anos de investigação e empenho em fazer uma mudança significativa na vida dos doentes que lutam com os sintomas da AR", disse Onno van de Stolpe, CEO da Galápagos. "Esta notícia confirma a eficácia e o perfil de segurança do Jyseleca e esperamos levar este importante tratamento a médicos e doentes de toda a Europa o mais rapidamente possível em parceria com a Gilead.”

Sobre o Programa FINCH

O programa FINCH, de Fase 3, estudou a eficácia e segurança do Jyseleca 200 mg e 100 mg, uma vez por dia, em populações de doentes com AR, desde a fase inicial da doença a doentes com experiência biológica. O FINCH 1 foi um ensaio clínico de 52 semanas, aleatorizado, controlado por placebo e adalimumab em combinação com MTX, que contou com 1.755 doentes adultos com AR ativa moderada a grave que tiveram uma resposta inadequada ao MTX. O objetivo primário no FINCH 1 foi a proporção de doentes que alcançou uma resposta ACR20 à semana 12. O ensaio incluiu avaliação radiográfica nas Semanas 12, 24 e 52. O FINCH 2 foi um estudo de Fase 3 global, de 24 semanas, aleatorizado, duplamente-cego, controlado por placebo, avaliando o Jyseleca com terapêutica de suporte com csDMARD, entre 448 doentes adultos com AR ativa moderada a grave que não tinham respondido adequadamente aos DMARD biológicos (bDMARD). O objetivo primário no FINCH 2 foi a proporção de doentes que alcançou uma resposta ACR20 à Semana 12. O FINCH 3 foi um ensaio clínico aleatorizado de 52 semanas, em 1.249 doentes sem tratamento prévio com MTX para avaliar o Jyseleca 200 mg em monoterapia e Jyseleca 200 mg ou 100 mg em associação com MTX versus MTX em monoterapia. O objetivo primário no FINCH 3 foi a proporção de doentes que alcançou uma resposta ACR20 à Semana 24. O ensaio incluiu avaliação radiográfica nas Semanas 24 e 52.

Sobre a Colaboração Filgotinib[vii]

A Gilead e a Galápagos NV são parceiros no desenvolvimento e comercialização global do filgotinib para a AR e outras indicações na área da inflamação. As companhias têm múltiplos programas de estudos clínicos do filgotinib em doenças inflamatórias, incluindo o programa FINCH (Fase 3) na AR, o SELECTION (Fase 3) na colite ulcerosa, o DIVERSITY (Fase 3) na doença de Crohn, o PENGUIN (Fase 3) na artrite psoriática, bem como os estudos de Fase 2 na uveíte e no intestino delgado e fistulização da doença de Crohn. Ao abrigo do acordo de colaboração, a Galápagos receberá agora um pagamento de 75 milhões de dólares como reconhecimento da aprovação do Jyseleca pela Comissão Europeia.

Mais informação sobre ensaios clínicos com o Jyseleca pode ser consultada em: www.clinicaltrials.gov.

Sobre a Gilead Sciences

A Gilead Sciences é uma empresa biofarmacêutica que investiga, desenvolve e comercializa terapêuticas inovadoras em áreas de necessidades médicas não preenchidas. A missão da empresa é melhorar os cuidados dos doentes que sofrem de doenças potencialmente fatais. A Gilead desenvolve a sua atividade em mais de 35 países em todo o mundo, e tem sede em Foster City, Califórnia. Para mais informações, visite www.gilead.com.

Sobre a Galápagos

A Galápagos NV investiga e desenvolve pequenos moléculas para medicamentos com novos mecanismos de ação, três dos quais apresentam resultados promissores para os doentes e estão actualmente em fase final de desenvolvimento em múltiplas doenças. O nosso pipeline inclui a descoberta através de programas de Fase 3 em inflamação, fibrose, osteoartrose e outras indicações. A nossa ambição é de tornarmo-nos uma empresa biofarmacêutica líder mundial centrada na investigação, desenvolvimento e comercialização de medicamentos inovadores. Mais informações em www.glpg.com.

O resumo europeu completo das características do Jyseleca encontra-se disponível no site da EMA em www.ema.europa.eu.

Jyseleca®, Gilead e o logo Gilead são marcas comerciais da Gilead Sciences, Inc. ou empresas relacionadas.

[i]Summary of Product Characteristics for Jyseleca®, Foster City, USA: Gilead Sciences.

[ii]Centers for Disease Control and Prevention. Rheumatoid Arthritis (RA). Available at: https://www.cdc.gov/arthritis/basics/rheumatoid-arthritis.html. Accessed: September 2020.

[iii]National Rheumatoid Arthritis Society (NRAS). European Fit for Work report. Available at: https://www.nras.org.uk/european-fit-for-work-report. Accessed: September 2020.

[iv]Claxton, L. et al. An economic evaluation of tofacitinib treatment in rheumatoid arthritis after methotrexate or after 1 or 2 TNF inhibitors from a US payer perspective. Journal of Managed Care & Specialty Pharmacy. 2018;13:1-8. doi: 10.18553/jmcp.2018.17220.

[v]Smolen, J.S. et al. EULAR recommendations for the management of rheumatoid arthritis with synthetic and biological disease-modifying antirheumatic drugs: 2016 update. Annals of Rheumatic Disease. 2017;79:685-699. doi: 10.1136/annrheumdis-2019-216655.

[vi]Genovese, M C et al. Integrated safety Analysis of Filgotinib Treatment for Rheumatoid Arthritis from 7 Clinical Trials. Abstract European Congress of Rheumatology (EULAR) 2020.

[vii] Gilead & Galapagos Filgotinib Clinical Program Trial Details: FINCH 1 (NCT02889796); FINCH 2 (NCT02873936); FINCH 3 (NCT02886728); SELECTION (NCT02914522); DIVERSITY (NCT02914561); PENGUIN 1 (NCT04115748); PENGUIN 2 (NCT04115839).

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM O RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO ▼Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver RCM completo.

NOME DO MEDICAMENTO E FORMA FARMACÊUTICA: Jyseleca 100 mg e 200 mg comprimidos revestidos por película. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Cada comprimido de 100 mg contém, maleato de filgotinib equivalente a 100 mg de filgotinib e 76 mg de lactose mono-hidratada. Cada comprimido de 200 mg contém, maleato de filgotinib equivalente a 200 mg de filgotinib e 152 mg de lactose mono-hidratada. Ver RCM para mais informações. Os comprimidos de 100 mg têm 12×7 mm, são em forma de cápsula, gravados com “GSI” num lado e com “100” no outro. Os comprimidos de 200 mg têm 17×8 mm, são em forma de cápsula, gravados com “GSI” num lado e com “200” no outro. Indicações terapêuticas: Jyseleca é indicado para o tratamento da artrite reumatoide ativa moderada a grave em adultos que tiveram uma resposta inadequada, ou que são intolerantes, a um ou mais DMARDs. Jyseleca pode ser utilizado em monoterapia ou em associação com MTX. Posologia e modo de administração: O tratamento deve ser iniciado por um médico com experiência no tratamento da artrite reumatoide. A dose recomendada para adultos é de 200 mg, 1xdia. Se o doente desenvolver uma infeção grave, o tratamento deve ser interrompido até a infeção estar controlada. Antes do início do tratamento e, posteriormente, de acordo com o controlo de rotina do doente: Contagem absoluta de neutrófilos: o tratamento não deve ser iniciado, ou deve ser interrompido, se a ANC for < 1 × 109 células/l. O tratamento pode ser reiniciado assim que a ANC voltar a um valor superior a este; Contagem absoluta de linfócitos: o tratamento não deve ser iniciado, ou deve ser interrompido, se a ALC for < 0,5 × 109 células/l. O tratamento pode ser reiniciado assim que a ALC voltar a um valor superior a este; Hemoglobina: o tratamento não deve ser iniciado, ou deve ser interrompido, se a Hb for < 8 g/dl. O tratamento pode ser reiniciado assim que a Hb voltar a um valor superior a este. 12 semanas após o início do tratamento e, posteriormente, de acordo com as orientações clínicas internacionais para a hiperlipidemia: Parâmetros lipídicos: os doentes devem ser controlados de acordo com as orientações clínicas internacionais para a hiperlipidemia. Idosos: é recomendada uma dose inicial de 100 mg, 1xdia, em doentes com idade igual ou >75 anos, uma vez que a experiência clínica é limitada. Via oral. Pode ser tomado com ou sem alimentos. Não foi estudado se os comprimidos podem ser divididos, esmagados ou mastigados, sendo recomendado que sejam engolidos inteiros; Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro [ClCr ≥ 60 ml/min]. É recomendada uma dose de 100 mg, 1xdia, em doentes com compromisso renal moderado ou grave (ClCr 15 a < 60 ml/min). O filgotinib não foi estudado em doentes com doença renal em fase terminal (ClCr < 15 ml/min) e, portanto, não é recomendado nestes doentes; Não é necessário um ajuste posológico em doentes com compromisso hepático ligeiro ou moderado (CPT-A ou B). O filgotinib não foi estudado em doentes com compromisso hepático grave (CPT-C) e, portanto, não é recomendado nestes doentes. A segurança e eficácia em crianças com idade Contraindicações: Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes; tuberculose ativa ou infeções graves ativas; gravidez. Advertências e precauções especiais de utilização: a associação do filgotinib com outros imunossupressores potentes ex. azatioprina, ciclosporina, tacrolímus, bDMARDs ou outros inibidores das JAK não é recomendada, uma vez que não pode ser excluído o risco de imunossupressão aditiva. Infeções: foram notificadas infeções, incluindo graves, em doentes tratados com filgotinib. A infeção grave mais frequente foi pneumonia. Entre as infeções oportunistas, foram notificadas TB, candidíase esofágica e criptococose. Os riscos e benefícios do tratamento devem ser considerados antes de iniciar em doentes com: infeção crónica ou recorrente; que tenham sido expostos a TB; com historial de infeção grave ou oportunista; que tenham residido ou viajado em áreas de TB endémica ou micoses endémicas; com condições subjacentes que os possam predispor a infeções. Para mais informações sobre monitorização destes doentes consultar o RCM. Deve ter-se precaução no tratamento de idosos com idade igual ou > 75 anos. Tuberculose: os doentes devem ser rastreados quanto à presença de TB antes de iniciar o tratamento. O filgotinib não deve ser administrado em doentes com TB ativa. Em doentes com TB latente, deve ser iniciada terapêutica antimicobacteriana padrão antes de administrar filgotinib. Os doentes devem ser monitorizados quanto ao desenvolvimento de sinais e sintomas de TB, incluindo doentes que apresentaram resultado negativo para infeção por TB latente antes de iniciar o tratamento. Reativação viral: foram notificados, em estudos clínicos, casos de reativação viral, incluindo casos do vírus herpes (p. ex., herpes zóster). Se um doente desenvolver herpes zóster, o tratamento deve ser temporariamente interrompido até o episódio ser resolvido. Deve-se realizar rastreio de hepatite viral e monitorização quanto à reativação em conformidade com as orientações clínicas, antes de iniciar e durante o tratamento. Neoplasias malignas: o risco é superior em doentes com artrite reumatoide. Os medicamentos imunomoduladores podem aumentar este risco. Os dados clínicos são insuficientes para avaliar a potencial incidência de neoplasias malignas após exposição ao filgotinib. Estão em curso estudos de segurança a longo prazo. Foram observadas neoplasias malignas em estudos clínicos do filgotinib. Os riscos e os benefícios do tratamento devem ser considerados antes de iniciar o tratamento em doentes com uma neoplasia maligna conhecida, à exceção do cancro de pele não-melanoma com tratamento bem‑sucedido, ou quando se considerar continuar o tratamento com filgotinib em doentes que desenvolvem uma neoplasia maligna. Cancro de pele não-melanoma: foram notificados casos em doentes tratados com filgotinib. Recomenda-se a realização de exames periódicos à pele em doentes que apresentam um risco acrescido de cancro de pele. Fertilidade: observou-se, em estudos em animais, fertilidade diminuída, afeção da espermatogénese e efeitos histopatológicos nos órgãos reprodutivos dos machos. O potencial efeito do filgotinib na produção de esperma e na fertilidade masculina em seres humanos é atualmente desconhecido. A reversibilidade destes potenciais efeitos é desconhecida. O potencial risco de fertilidade reduzida ou de infertilidade deve ser discutido com os doentes do sexo masculino antes de iniciar o tratamento. Alterações hematológicas: foram notificadas ANC < 1 × 109 células/l e ALC < 0,5 × 109 células/l em ≤ 1% dos doentes nos estudos clínicos. O tratamento não deve ser iniciado, ou deve ser temporariamente interrompido, em doentes com uma ANC < 1 × 109 células/l, ALC < 0,5 × 109 células/l ou níveis de Hg < 8 g/dl observados durante o controlo de rotina do doente. Vacinação: a utilização de vacinas vivas durante ou imediatamente antes do tratamento não é recomendada. Recomenda-se que os doentes recebam todas as imunizações, eventualmente em falta, em conformidade com as orientações de vacinação atuais, antes de iniciar o tratamento. Lípidos: o tratamento foi associado a um aumento, dependente da dose, nos valores dos parâmetros lipídicos, incluindo colesterol total e lipoproteínas de alta densidade, enquanto os valores das lipoproteínas de baixa densidade aumentaram ligeiramente. O colesterol LDL diminuiu para os valores anteriores ao tratamento na maioria dos doentes que iniciaram terapêutica com estatinas durante o tratamento com o filgotinib. O efeito do aumento destes parâmetros lipídicos na mortalidade e morbilidade cardiovasculares não foi determinado. Risco cardiovascular: os doentes com AR têm um risco acrescido de afeções cardiovasculares. A monitorização dos fatores de risco (p. ex. hipertensão, hiperlipidemia) deve ser incluída no controlo de rotina do tratamento destes doentes. Tromboembolia venosa: foram notificados acontecimentos de tromboembolia venosa profunda e embolia pulmonar em doentes a receber inibidores das JAK, incluindo filgotinib. Os inibidores das JAK devem ser utilizados com precaução em doentes com fatores de risco para TVP/EP, tais como idade avançada, obesidade, historial clínico de TVP/EP, ou doentes submetidos a cirurgia e imobilização prolongada. Se ocorrerem sintomas clínicos de TVP/EP, o tratamento com filgotinib deve ser descontinuado e os doentes devem ser avaliados de imediato, e receber tratamento adequado. Conteúdo em lactose: doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento. INterações medicamentosas e outras formas de interação: o filgotinib é metabolizado, principalmente, pela carboxilesterase 2, a qual pode ser inibida in vitro por medicamentos tais como fenofibrato, carvedilol, diltiazem ou sinvastatina. O filgotinib não é um inibidor ou indutor clinicamente relevante da maioria das enzimas ou transportadores habitualmente envolvidos em interações tais como as enzimas do citocromo P450 e as UDP-glucuronosiltransferases. Recomenda-se precaução quando é coadministrado com substratos do CYP1A2 com uma margem terapêutica estreita. Os estudos in vitro são inconclusivos relativamente ao potencial do metabolito primário do filgotinib, GS‑829845, para inibir a gp‑P ou a BCRP. Recomenda-se precaução quando substratos com uma margem terapêutica estreita (p. ex. digoxina) são coadministrados com o filgotinib. A coadministração com substratos sensíveis ao OATP1B1 ou OATP1B3 (p. ex. valsartan, estatinas) não é recomendada. Não é necessário ajuste posológico dos contracetivos orais. EFEITOS INDESEJÁVEIS: Frequentes: infeção das vias respiratórias superiores, infeção do trato urinário, tonturas e náuseas. Pouco frequentes: Herpes zóster, pneumonia, neutropenia, hipercolesterolemia e creatina fosfocinase aumentada no sangue. Creatinina: ocorreu um aumento da creatinina sérica. Lípidos: foram observadas alterações lipídicas nas primeiras 12 semanas de tratamento que permaneceram estáveis posteriormente. Infeções: a infeção grave mais frequente foi pneumonia. A EAIR de infeções graves permaneceu estável com a exposição a longo prazo. Existiu uma incidência mais elevada de infeções graves em doentes com idade igual ou >75 anos, embora os dados sejam limitados. Para mais informações consultar o RCM. Infeções oportunistas: para mais informações ver RCM. Náuseas: geralmente, transitórias e notificadas durante as primeiras 24 semanas de tratamento com filgotinib. Creatina fosfocinase: para mais informações ver RCM. Experiência dos estudos a longo prazo: O perfil de segurança do filgotinib foi semelhante ao dos estudos de fase 2 e de fase 3. Data de aprovação do texto do RCM: setembro 2020.

▼Após a aprovação da Autorização de Introdução no Mercado, este medicamento encontra-se sujeito a monitorização adicional, conforme indicado pela presença deste triângulo preto invertido. Quaisquer suspeitas de RA ao Jyseleca® devem ser notificadas à Gilead Sciences, Lda., via e-mail para portugal.safety@gilead.com ou telefone para +351217928790 e/ou ao INFARMED, I.P., através do sistema nacional de notificação, via e-mail para farmacovigilancia@infarmed.pt ou telefone para +351217987373.

Para mais informações deverá contactar o titular da autorização de introdução no mercado. Medicamento de receita médica restrita, de utilização reservada a certos meios especializados. Medicamento em avaliação de comparticipação pelo INFARMED, I.P. ao abrigo do DL nº 97/2015 de 1 de junho.

Gilead Sciences, Lda., Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha nº 1 – 8º A e B, 1050‐094 Lisboa Portugal, Tel.: 21 792 87 90 – Fax: 21 792 87 99 – Nº de contribuinte: 503 604 704, Informação Médica através do nº verde 800 207 489 ou departamento.medico@gilead.com, Poderá comunicar informação de segurança, incluindo acontecimentos adversos a medicamentos ou situações especiais (ex. gravidez, má utilização, erros de medicação, utilização fora das indicações aprovadas, falta de efeito/eficácia) à Gilead Sciences por telefone, fax ou correio eletrónico para portugal.safety@gilead.com e/ou ao INFARMED através de http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram. PT-INF-2020-09-0003, Data de preparação: Setembro 2020

[1]Summary of Product Characteristics for Jyseleca®, Foster City, USA: Gilead Sciences.

[1]Centers for Disease Control and Prevention. Rheumatoid Arthritis (RA). Available at: https://www.cdc.gov/arthritis/basics/rheumatoid-arthritis.html. Accessed: September 2020.

[1]National Rheumatoid Arthritis Society (NRAS). European Fit for Work report. Available at: https://www.nras.org.uk/european-fit-for-work-report. Accessed: September 2020.

[1]Claxton, L. et al. An economic evaluation of tofacitinib treatment in rheumatoid arthritis after methotrexate or after 1 or 2 TNF inhibitors from a US payer perspective. Journal of Managed Care & Specialty Pharmacy. 2018;13:1-8. doi: 10.18553/jmcp.2018.17220.

[1]Smolen, J.S. et al. EULAR recommendations for the management of rheumatoid arthritis with synthetic and biological disease-modifying antirheumatic drugs: 2016 update. Annals of Rheumatic Disease. 2017;79:685-699. doi: 10.1136/annrheumdis-2019-216655.

[1]Genovese, M C et al. Integrated safety Analysis of Filgotinib Treatment for Rheumatoid Arthritis from 7 Clinical Trials. Abstract European Congress of Rheumatology (EULAR) 2020.

[1] Gilead & Galapagos Filgotinib Clinical Program Trial Details: FINCH 1 (NCT02889796); FINCH 2 (NCT02873936); FINCH 3 (NCT02886728); SELECTION (NCT02914522); DIVERSITY (NCT02914561); PENGUIN 1 (NCT04115748); PENGUIN 2 (NCT04115839).

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM O RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO ▼Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver RCM completo.

NOME DO MEDICAMENTO E FORMA FARMACÊUTICA: Jyseleca 100 mg e 200 mg comprimidos revestidos por película. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Cada comprimido de 100 mg contém, maleato de filgotinib equivalente a 100 mg de filgotinib e 76 mg de lactose mono-hidratada. Cada comprimido de 200 mg contém, maleato de filgotinib equivalente a 200 mg de filgotinib e 152 mg de lactose mono-hidratada. Ver RCM para mais informações. Os comprimidos de 100 mg têm 12×7 mm, são em forma de cápsula, gravados com “GSI” num lado e com “100” no outro. Os comprimidos de 200 mg têm 17×8 mm, são em forma de cápsula, gravados com “GSI” num lado e com “200” no outro. Indicações terapêuticas: Jyseleca é indicado para o tratamento da artrite reumatoide ativa moderada a grave em adultos que tiveram uma resposta inadequada, ou que são intolerantes, a um ou mais DMARDs. Jyseleca pode ser utilizado em monoterapia ou em associação com MTX. Posologia e modo de administração: O tratamento deve ser iniciado por um médico com experiência no tratamento da artrite reumatoide. A dose recomendada para adultos é de 200 mg, 1xdia. Se o doente desenvolver uma infeção grave, o tratamento deve ser interrompido até a infeção estar controlada. Antes do início do tratamento e, posteriormente, de acordo com o controlo de rotina do doente: Contagem absoluta de neutrófilos: o tratamento não deve ser iniciado, ou deve ser interrompido, se a ANC for < 1 × 109 células/l. O tratamento pode ser reiniciado assim que a ANC voltar a um valor superior a este; Contagem absoluta de linfócitos: o tratamento não deve ser iniciado, ou deve ser interrompido, se a ALC for < 0,5 × 109 células/l. O tratamento pode ser reiniciado assim que a ALC voltar a um valor superior a este; Hemoglobina: o tratamento não deve ser iniciado, ou deve ser interrompido, se a Hb for < 8 g/dl. O tratamento pode ser reiniciado assim que a Hb voltar a um valor superior a este. 12 semanas após o início do tratamento e, posteriormente, de acordo com as orientações clínicas internacionais para a hiperlipidemia: Parâmetros lipídicos: os doentes devem ser controlados de acordo com as orientações clínicas internacionais para a hiperlipidemia. Idosos: é recomendada uma dose inicial de 100 mg, 1xdia, em doentes com idade igual ou >75 anos, uma vez que a experiência clínica é limitada. Via oral. Pode ser tomado com ou sem alimentos. Não foi estudado se os comprimidos podem ser divididos, esmagados ou mastigados, sendo recomendado que sejam engolidos inteiros; Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro [ClCr ≥ 60 ml/min]. É recomendada uma dose de 100 mg, 1xdia, em doentes com compromisso renal moderado ou grave (ClCr 15 a < 60 ml/min). O filgotinib não foi estudado em doentes com doença renal em fase terminal (ClCr < 15 ml/min) e, portanto, não é recomendado nestes doentes; Não é necessário um ajuste posológico em doentes com compromisso hepático ligeiro ou moderado (CPT-A ou B). O filgotinib não foi estudado em doentes com compromisso hepático grave (CPT-C) e, portanto, não é recomendado nestes doentes. A segurança e eficácia em crianças com idade Contraindicações: Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes; tuberculose ativa ou infeções graves ativas; gravidez. Advertências e precauções especiais de utilização: a associação do filgotinib com outros imunossupressores potentes ex. azatioprina, ciclosporina, tacrolímus, bDMARDs ou outros inibidores das JAK não é recomendada, uma vez que não pode ser excluído o risco de imunossupressão aditiva. Infeções: foram notificadas infeções, incluindo graves, em doentes tratados com filgotinib. A infeção grave mais frequente foi pneumonia. Entre as infeções oportunistas, foram notificadas TB, candidíase esofágica e criptococose. Os riscos e benefícios do tratamento devem ser considerados antes de iniciar em doentes com: infeção crónica ou recorrente; que tenham sido expostos a TB; com historial de infeção grave ou oportunista; que tenham residido ou viajado em áreas de TB endémica ou micoses endémicas; com condições subjacentes que os possam predispor a infeções. Para mais informações sobre monitorização destes doentes consultar o RCM. Deve ter-se precaução no tratamento de idosos com idade igual ou > 75 anos. Tuberculose: os doentes devem ser rastreados quanto à presença de TB antes de iniciar o tratamento. O filgotinib não deve ser administrado em doentes com TB ativa. Em doentes com TB latente, deve ser iniciada terapêutica antimicobacteriana padrão antes de administrar filgotinib. Os doentes devem ser monitorizados quanto ao desenvolvimento de sinais e sintomas de TB, incluindo doentes que apresentaram resultado negativo para infeção por TB latente antes de iniciar o tratamento. Reativação viral: foram notificados, em estudos clínicos, casos de reativação viral, incluindo casos do vírus herpes (p. ex., herpes zóster). Se um doente desenvolver herpes zóster, o tratamento deve ser temporariamente interrompido até o episódio ser resolvido. Deve-se realizar rastreio de hepatite viral e monitorização quanto à reativação em conformidade com as orientações clínicas, antes de iniciar e durante o tratamento. Neoplasias malignas: o risco é superior em doentes com artrite reumatoide. Os medicamentos imunomoduladores podem aumentar este risco. Os dados clínicos são insuficientes para avaliar a potencial incidência de neoplasias malignas após exposição ao filgotinib. Estão em curso estudos de segurança a longo prazo. Foram observadas neoplasias malignas em estudos clínicos do filgotinib. Os riscos e os benefícios do tratamento devem ser considerados antes de iniciar o tratamento em doentes com uma neoplasia maligna conhecida, à exceção do cancro de pele não-melanoma com tratamento bem‑sucedido, ou quando se considerar continuar o tratamento com filgotinib em doentes que desenvolvem uma neoplasia maligna. Cancro de pele não-melanoma: foram notificados casos em doentes tratados com filgotinib. Recomenda-se a realização de exames periódicos à pele em doentes que apresentam um risco acrescido de cancro de pele. Fertilidade: observou-se, em estudos em animais, fertilidade diminuída, afeção da espermatogénese e efeitos histopatológicos nos órgãos reprodutivos dos machos. O potencial efeito do filgotinib na produção de esperma e na fertilidade masculina em seres humanos é atualmente desconhecido. A reversibilidade destes potenciais efeitos é desconhecida. O potencial risco de fertilidade reduzida ou de infertilidade deve ser discutido com os doentes do sexo masculino antes de iniciar o tratamento. Alterações hematológicas: foram notificadas ANC < 1 × 109 células/l e ALC < 0,5 × 109 células/l em ≤ 1% dos doentes nos estudos clínicos. O tratamento não deve ser iniciado, ou deve ser temporariamente interrompido, em doentes com uma ANC < 1 × 109 células/l, ALC < 0,5 × 109 células/l ou níveis de Hg < 8 g/dl observados durante o controlo de rotina do doente. Vacinação: a utilização de vacinas vivas durante ou imediatamente antes do tratamento não é recomendada. Recomenda-se que os doentes recebam todas as imunizações, eventualmente em falta, em conformidade com as orientações de vacinação atuais, antes de iniciar o tratamento. Lípidos: o tratamento foi associado a um aumento, dependente da dose, nos valores dos parâmetros lipídicos, incluindo colesterol total e lipoproteínas de alta densidade, enquanto os valores das lipoproteínas de baixa densidade aumentaram ligeiramente. O colesterol LDL diminuiu para os valores anteriores ao tratamento na maioria dos doentes que iniciaram terapêutica com estatinas durante o tratamento com o filgotinib. O efeito do aumento destes parâmetros lipídicos na mortalidade e morbilidade cardiovasculares não foi determinado. Risco cardiovascular: os doentes com AR têm um risco acrescido de afeções cardiovasculares. A monitorização dos fatores de risco (p. ex. hipertensão, hiperlipidemia) deve ser incluída no controlo de rotina do tratamento destes doentes. Tromboembolia venosa: foram notificados acontecimentos de tromboembolia venosa profunda e embolia pulmonar em doentes a receber inibidores das JAK, incluindo filgotinib. Os inibidores das JAK devem ser utilizados com precaução em doentes com fatores de risco para TVP/EP, tais como idade avançada, obesidade, historial clínico de TVP/EP, ou doentes submetidos a cirurgia e imobilização prolongada. Se ocorrerem sintomas clínicos de TVP/EP, o tratamento com filgotinib deve ser descontinuado e os doentes devem ser avaliados de imediato, e receber tratamento adequado. Conteúdo em lactose: doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento. INterações medicamentosas e outras formas de interação: o filgotinib é metabolizado, principalmente, pela carboxilesterase 2, a qual pode ser inibida in vitro por medicamentos tais como fenofibrato, carvedilol, diltiazem ou sinvastatina. O filgotinib não é um inibidor ou indutor clinicamente relevante da maioria das enzimas ou transportadores habitualmente envolvidos em interações tais como as enzimas do citocromo P450 e as UDP-glucuronosiltransferases. Recomenda-se precaução quando é coadministrado com substratos do CYP1A2 com uma margem terapêutica estreita. Os estudos in vitro são inconclusivos relativamente ao potencial do metabolito primário do filgotinib, GS‑829845, para inibir a gp‑P ou a BCRP. Recomenda-se precaução quando substratos com uma margem terapêutica estreita (p. ex. digoxina) são coadministrados com o filgotinib. A coadministração com substratos sensíveis ao OATP1B1 ou OATP1B3 (p. ex. valsartan, estatinas) não é recomendada. Não é necessário ajuste posológico dos contracetivos orais. EFEITOS INDESEJÁVEIS: Frequentes: infeção das vias respiratórias superiores, infeção do trato urinário, tonturas e náuseas. Pouco frequentes: Herpes zóster, pneumonia, neutropenia, hipercolesterolemia e creatina fosfocinase aumentada no sangue. Creatinina: ocorreu um aumento da creatinina sérica. Lípidos: foram observadas alterações lipídicas nas primeiras 12 semanas de tratamento que permaneceram estáveis posteriormente. Infeções: a infeção grave mais frequente foi pneumonia. A EAIR de infeções graves permaneceu estável com a exposição a longo prazo. Existiu uma incidência mais elevada de infeções graves em doentes com idade igual ou >75 anos, embora os dados sejam limitados. Para mais informações consultar o RCM. Infeções oportunistas: para mais informações ver RCM. Náuseas: geralmente, transitórias e notificadas durante as primeiras 24 semanas de tratamento com filgotinib. Creatina fosfocinase: para mais informações ver RCM. Experiência dos estudos a longo prazo: O perfil de segurança do filgotinib foi semelhante ao dos estudos de fase 2 e de fase 3. Data de aprovação do texto do RCM: setembro 2020.

▼Após a aprovação da Autorização de Introdução no Mercado, este medicamento encontra-se sujeito a monitorização adicional, conforme indicado pela presença deste triângulo preto invertido. Quaisquer suspeitas de RA ao Jyseleca® devem ser notificadas à Gilead Sciences, Lda., via e-mail para portugal.safety@gilead.com ou telefone para +351217928790 e/ou ao INFARMED, I.P., através do sistema nacional de notificação, via e-mail para farmacovigilancia@infarmed.pt ou telefone para +351217987373.

Para mais informações deverá contactar o titular da autorização de introdução no mercado. Medicamento de receita médica restrita, de utilização reservada a certos meios especializados. Medicamento em avaliação de comparticipação pelo INFARMED, I.P. ao abrigo do DL nº 97/2015 de 1 de junho.

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